O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou nesta sexta-feira, 19 de junho de 2026, a destinação de US$ 5,8 bilhões para a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, uma iniciativa que conta com o apoio do governo brasileiro. O objetivo é acelerar a erradicação da fome e da pobreza por meio de políticas e programas nacionais de grande escala.
A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza é composta por mais de 215 membros, incluindo 107 países, 31 organizações internacionais e 63 entidades filantrópicas e não governamentais. Os recursos anunciados se somam aos US$ 4,1 bilhões já alocados no ano anterior para programas sociais em diferentes nações.
Investimentos e Financiamentos
Com a soma dos investimentos de 2024 e 2026, o total chega a cerca de US$ 10 bilhões, representando 40% do valor que o BID planeja financiar até 2030, que é de US$ 25 bilhões. Os recursos poderão ser utilizados tanto para empréstimos quanto para cooperação técnica, com doações de valores.
A discriminação dos totais para cada projeto financiado e a distribuição entre doações e empréstimos serão divulgadas na próxima semana, conforme informações do BID. Essa transparência é fundamental para o acompanhamento dos investimentos e sua eficácia.
Os juros dos empréstimos do BID para o setor público são baseados na taxa diária de financiamento overnight garantido (SOFR), acrescidos da margem de captação do banco e do spread do empréstimo. Essa estrutura de juros visa garantir a sustentabilidade financeira dos projetos.
Desde dezembro de 2022, o BID é presidido pelo economista brasileiro Ilan Goldfajn, que já ocupou a presidência do Banco Central do Brasil. O banco conta com 48 países membros, sendo 26 mutuários na América Latina e Caribe, incluindo o Brasil, e 22 não mutuários, como os Estados Unidos e alguns países europeus.
A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza é co-presidida pela secretária de Estado para Cooperação Internacional da Espanha, Eva Granados, e pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social do Brasil, Wellington Dias. Essa colaboração internacional é essencial para enfrentar os desafios da fome e da pobreza em escala global.











