Os biocombustíveis no Brasil estão ganhando força, especialmente com o avanço do etanol de milho, que se destaca na matriz energética do país. Com mais de 50% da matriz energética proveniente de fontes renováveis, o Brasil se posiciona como um líder global na transição para uma economia mais sustentável.
Fabio Koga, diretor de Eletrificação e Automação da Siemens Brasil, ressalta que o Brasil possui um potencial significativo para liderar a nova economia verde, que se baseia em bioenergia, digitalização e eficiência industrial. Em 2025, o país se tornou o segundo maior produtor mundial de etanol, com uma produção de 37,4 bilhões de litros.
Etanol de milho: um crescimento expressivo
A produção de etanol de milho, especialmente na região Centro-Oeste, tem mostrado um crescimento notável, com estimativas de 14,5 bilhões de litros. Esse aumento é impulsionado por novos investimentos e pela expectativa de que, até 2030, o etanol de milho represente cerca de 40% da produção nacional.
O marco regulatório, com a implementação da Lei do Combustível do Futuro, também tem contribuído para esse crescimento. A legislação aumentou as misturas obrigatórias de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel, além de incentivar o uso de biometano e combustíveis sustentáveis.
A pesquisa e a inovação são fundamentais para o avanço do setor. A Embrapa, por exemplo, está desenvolvendo biocombustíveis avançados, como o projeto de uso da macaúba, que busca ampliar a oferta de matérias-primas sustentáveis para o setor energético.
Eficiência e sustentabilidade na produção
A automação e digitalização têm se mostrado essenciais para aumentar a eficiência das usinas de biocombustíveis. Tecnologias avançadas permitem um controle preciso dos processos, resultando em maior eficiência energética e melhor aproveitamento da matéria-prima.
Além disso, soluções de gestão energética estão ajudando a reduzir custos e emissões na indústria. Essas inovações são cruciais para as biorefinarias que buscam certificações ambientais e acesso a mercados internacionais exigentes em sustentabilidade.
Com um conjunto único de vantagens competitivas, o Brasil está bem posicionado para se tornar um polo mundial de bioenergia sustentável. A colaboração entre indústria, academia e governo será fundamental para acelerar esse processo e garantir um futuro mais verde e integrado à economia global.











