O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com negociações lentas e preços estáveis nas principais praças pecuárias do Brasil. Em São Paulo, os frigoríficos mostraram cautela, avaliando suas estratégias de compra em um cenário de escalas de abate mais confortáveis e pressão sobre as cotações da arroba.
Apesar do ritmo travado no mercado interno, as exportações de carne bovina seguem em alta, impulsionando o setor. Em maio, o Brasil já embarcou 141,3 mil toneladas de carne bovina in natura, um crescimento de 36,2% em relação ao mesmo período do ano passado, o que pode levar a um novo recorde histórico de faturamento.
Exportações aquecem o setor pecuário
As exportações têm se mostrado um fator crucial para a sustentação do setor pecuário em 2026. O preço médio da carne bovina brasileira no mercado internacional também apresenta valorização, com a tonelada sendo negociada a US$ 6,4 mil, alta de 24,2% em relação ao ano anterior.
Esse cenário reforça a competitividade da proteína brasileira, especialmente com a demanda crescente da Ásia e do Oriente Médio. A expectativa é que maio de 2026 se torne o melhor mês da história em volume exportado, com uma receita que pode ultrapassar US$ 1,8 bilhão.
Enquanto isso, o mercado físico do boi gordo tem enfrentado desafios. Em São Paulo, a programação dos frigoríficos atende cerca de 10 dias úteis, o que diminui a urgência na compra de novos lotes de animais. No Rio de Janeiro, as cotações sofreram uma queda de R$ 2,00, refletindo a cautela do setor.
Nos próximos dias, a expectativa é de que as negociações continuem lentas, influenciadas pelas escalas de abate e pelo comportamento do consumo interno. No entanto, o cenário externo permanece favorável, com a demanda internacional e a valorização da carne bovina ajudando a equilibrar o mercado.
Analistas do setor acreditam que o desempenho das exportações será determinante para as cotações da arroba nas próximas semanas. O avanço da oferta de animais terminados em algumas regiões produtoras pode impactar ainda mais o cenário do mercado.











