A escalada das tensões no Oriente Médio impactou os mercados financeiros nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026. A bolsa brasileira registrou uma queda de 1,2%, enquanto o dólar subiu para R$ 5,13, refletindo a aversão ao risco dos investidores.
O principal índice da B3, o Ibovespa, fechou em 175.739 pontos, após operar próximo à estabilidade no início do dia. O aumento da aversão ao risco foi impulsionado por novos desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã, que elevaram as preocupações sobre a economia global.
Desempenho do Petróleo
O petróleo teve um desempenho notável, com o barril do tipo Brent subindo quase 10%, fechando a US$ 83,30. Essa alta foi impulsionada pelo temor de interrupções no abastecimento global, especialmente no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo.
As ações da Petrobras, uma das mais negociadas na bolsa, ajudaram a mitigar as perdas do índice, com os papéis ordinários subindo 3,44% e os preferenciais avançando 2,55%. No entanto, essa valorização não foi suficiente para compensar as quedas em outros setores, como bancos e mineradoras.
Movimentação do Dólar
O dólar também seguiu a tendência de alta, encerrando o dia cotado a R$ 5,131, uma alta de 0,46%. Durante a sessão, a moeda chegou a ser negociada a R$ 5,142, influenciada por declarações do presidente dos Estados Unidos sobre o endurecimento das medidas contra o Irã.
Os investidores no Brasil acompanharam a divulgação do Boletim Focus, que manteve a projeção para o dólar em R$ 5,20 até o fim do ano e a expectativa de que a taxa Selic permaneça em 14% ao ano ao final de 2026.
O cenário atual reflete uma crescente preocupação com o impacto da alta do petróleo sobre a inflação global e as taxas de juros nas principais economias. A volatilidade nos mercados internacionais deve continuar nas próximas semanas, à medida que a situação no Oriente Médio se desenrola.











