O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, criticou a atuação de grandes grupos econômicos que dificultam a tramitação de propostas importantes, como o fim da jornada de trabalho 6 por 1 e a implementação do programa Move Brasil. As declarações foram feitas durante o programa Bom Dia, Ministro.
Boulos destacou que os lobbies no Senado, liderados por setores empresariais, estão travando a proposta que visa melhorar as condições de trabalho dos brasileiros. Ele enfatizou que a medida conta com o apoio de mais de 70% da população.
Problemas no Move Brasil
O programa Move Brasil, que facilita a compra de veículos para taxistas e motoristas de aplicativos, enfrenta obstáculos significativos. Segundo Boulos, muitos pedidos de financiamento estão sendo rejeitados pelos bancos, mesmo quando os solicitantes têm o nome limpo.
O ministro apontou que os bancos utilizam critérios como “score” e “taxa de risco” para negar crédito, o que considera injustificável, uma vez que o governo oferece um fundo garantidor para esses empréstimos. Ele alertou que essa situação é inadmissível e que o crédito deveria ser aprovado.
Além disso, Boulos mencionou a cobrança indevida de taxas pelos bancos para acesso às linhas de crédito, o que não é permitido. Ele orientou os motoristas a não aceitarem essas condições e a buscarem outras instituições financeiras.
Movimentação no Senado
Em relação à jornada de trabalho, Boulos criticou a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que estaria impedindo a aprovação da proposta. O ministro afirmou que a pauta é essencial para garantir mais tempo de descanso e qualidade de vida para os trabalhadores.
Ele acusou os setores empresariais de praticarem “terrorismo patronal”, alegando que a redução da jornada resultaria em aumento de preços. Boulos refutou essas afirmações, apresentando estudos que demonstram os benefícios da medida para a economia.
O governo já está tomando medidas para resolver os problemas enfrentados no Move Brasil e garantir que a proposta que acaba com a jornada 6 por 1 seja discutida no Senado. Boulos afirmou que a situação atual é insustentável e que mudanças são necessárias para atender às demandas da população.











