Em julho de 2026, o Brasil completa um ano fora do Mapa da Fome, com menos de 2,5% da população em risco de subnutrição. No entanto, cerca de 6,5 milhões de brasileiros ainda enfrentam insegurança alimentar grave, o que indica que os desafios persistem.
A conquista de deixar o Mapa da Fome é significativa, mas especialistas alertam que a manutenção desse resultado depende de políticas públicas consistentes nas áreas de emprego, renda e segurança alimentar. Apesar de 77% da população ter acesso regular a alimentos saudáveis, a luta contra a fome ainda não está vencida.
Desafios e Políticas Públicas
O pesquisador Lucas de Almeida Moura, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Combate à Fome, ressalta a importância de estratégias permanentes para reduzir a insegurança alimentar. Ele destaca que o combate à fome vai além da oferta de alimentos, envolvendo a criação de uma estrutura que assegure acesso adequado à alimentação.
Valéria Burity, secretária Extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome, enfatiza que a meta é garantir o direito à alimentação saudável para todos os brasileiros. O Plano Brasil sem Fome, que articula medidas de proteção social e fomento à agricultura familiar, foi uma das ações que contribuíram para a redução da fome no país.
Resultados e Avanços
A professora Semíramis Domene, da Universidade Federal de São Paulo, aponta três pilares que levaram a essa redução: diminuição da desigualdade, fortalecimento das políticas de proteção social e ações voltadas à produção de alimentos. O emprego e a renda, com o menor índice de desemprego em 13 anos, foram fundamentais nesse processo.
O Bolsa Família também desempenhou um papel crucial, permitindo que milhões de famílias recuperassem seu poder de compra. Além disso, a desaceleração dos preços dos alimentos em relação à inflação geral contribuiu para a melhoria da situação alimentar no país.
Para que o Brasil continue fora do Mapa da Fome, é essencial manter um mercado de trabalho favorável e políticas públicas eficazes. A situação atual é promissora, mas a vigilância e o comprometimento com a segurança alimentar são necessários para evitar retrocessos.











