O C6 Bank anunciou, nesta segunda-feira (3), durante o AWS Summit São Paulo, uma redução média de 88% no tempo de entrega de projetos de tecnologia após adotar inteligência artificial (IA) agêntica em sua operação.
O resultado foi alcançado após a capacitação das equipes para utilizar o Kiro, assistente autônomo de desenvolvimento integrado às tecnologias da Amazon Web Services (AWS). Em vez de avaliar a ferramenta apenas pela quantidade de código produzido, o banco estruturou a adoção da IA com foco em planejamento, treinamento e mensuração de resultados.
De acordo com o C6 Bank, a estratégia acelerou diferentes processos de tecnologia sem alterar os requisitos de segurança e governança do setor financeiro. “A chave para o sucesso da IA agêntica está em permitir que ganhemos velocidade no processo de construção de produtos sem deixar de lado a segurança e a governança com as quais toda solução no mercado financeiro deve nascer”, afirma José Luiz Santana, CISO do banco.
Entre os projetos impactados está o desenvolvimento de um novo produto financeiro. O processo, que normalmente exigiria de oito a dez sprints, foi concluído em apenas uma. A solução já está em produção, atendendo milhares de clientes e movimentando centenas de milhares de reais.
A criação de uma nova plataforma de dados governada teve o prazo reduzido de três meses para oito dias, com a atuação de dois arquitetos. A revisão de compliance regulatório caiu de dois meses para oito dias. Já uma migração de framework de backend passou de até oito sprints para uma única sprint conduzida por um profissional.
Desde sua fundação, em 2018, o C6 Bank utiliza a AWS como principal provedor de nuvem. Para implementar o Kiro, a instituição integrou a ferramenta ao Amazon Bedrock, plataforma de modelos de IA generativa da AWS.
A solução funciona conectada à conta AWS dentro do ambiente isolado do banco, sem exposição dos dados a terceiros. Segundo o C6 Bank, essa arquitetura foi um dos fatores determinantes para atender aos requisitos de segurança da instituição.
Para Cleber Morais, diretor-geral da AWS no Brasil, o Kiro vai além da geração de código e pode apoiar etapas como planejamento, criação de cenários, validação de ideias, revisão de normas e automação de processos. O executivo ressalta, no entanto, que o desenvolvedor continua responsável por especificar, avaliar e validar o trabalho realizado pela ferramenta.











