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Café: chuvas atrasam colheita e sustentam preços internacionais
Imagem: Reprodução
Agro

Café: chuvas atrasam colheita e sustentam preços internacionais

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O mercado brasileiro de café enfrenta desafios significativos devido às chuvas que atrasam a colheita, impactando diretamente a produção e os preços internacionais. Nesta quinta-feira, 2 de julho, as negociações estão limitadas, refletindo a cautela dos produtores e a leve queda do café arábica na Bolsa de Nova York.

As chuvas nas principais regiões produtoras têm dificultado não apenas a colheita, mas também a secagem e o beneficiamento dos grãos. Essa situação levanta preocupações sobre a qualidade da safra e reduz temporariamente a oferta disponível no mercado, o que pode influenciar os preços a longo prazo.

Mercado físico perde liquidez após forte alta

Na quarta-feira, 1º de julho, o mercado físico brasileiro acompanhou a valorização nas bolsas internacionais, mas o ritmo das negociações foi mais lento. Os compradores ajustaram suas ofertas, o que resultou em uma redução na liquidez das transações.

No Sul de Minas, o café arábica bebida boa, com 15% de catação, passou a ser negociado entre R$ 1.790 e R$ 1.795 por saca, um aumento significativo em relação aos R$ 1.600 a R$ 1.650 registrados anteriormente. No Cerrado Mineiro, o arábica bebida dura alcançou valores entre R$ 1.800 e R$ 1.805 por saca.

Além disso, na Zona da Mata de Minas Gerais, o café arábica tipo rio 7 foi negociado entre R$ 1.330 e R$ 1.335 por saca, superando a faixa anterior de R$ 1.240 a R$ 1.250. O Espírito Santo também viu valorização no café conilon, com o tipo 7 cotado entre R$ 1.080 e R$ 1.085 por saca.

Chuvas no Brasil sustentam mercado internacional

Os contratos futuros do café iniciaram a quinta-feira com comportamento misto nas bolsas internacionais. O contrato setembro/2026 do arábica era negociado a 308,85 cents de dólar por libra-peso, em leve queda após a realização de lucros.

Apesar do ajuste técnico, o cenário permanece sustentado pelos problemas climáticos no Brasil. As chuvas continuam a atrasar a colheita, limitando a oferta imediata e aumentando as preocupações com a qualidade dos grãos, o que pode manter os preços elevados no mercado internacional.

Os estoques certificados da ICE também estão em queda, o que reforça a percepção de aperto na oferta. Na posição de 1º de julho de 2026, os estoques somavam 375.079 sacas, uma redução que pode impactar ainda mais as cotações nos próximos dias.

Os operadores do mercado continuam a monitorar as condições climáticas e a atuação dos fundos de investimento. Com a colheita brasileira como principal fator de influência, qualquer novo atraso ou indicativo de perda na qualidade da safra poderá sustentar os preços internacionais, refletindo diretamente na economia dos produtores e no mercado consumidor.

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