Os preços do café registraram alta nas principais bolsas internacionais nesta quinta-feira, 9 de julho, refletindo a expectativa em torno da colheita da safra brasileira e os riscos climáticos associados. O mercado está atento ao avanço da colheita, que, apesar de estar em andamento, ainda apresenta atrasos em algumas regiões devido às chuvas de junho.
A valorização dos contratos de café ocorre em um cenário de volatilidade, onde o aumento da oferta, proporcionado pela colheita, contrasta com as incertezas climáticas que afetam a produção. Essa dinâmica tem gerado um comportamento cauteloso entre os investidores no mercado global de café.
Café arábica e robusta em alta
Na ICE Futures US, os contratos futuros do café arábica abriram em alta, com o vencimento de setembro de 2026 sendo negociado a 317,60 cents de dólar por libra-peso. Essa valorização de 780 pontos representa uma recuperação técnica após a realização de lucros na sessão anterior, sustentada pela expectativa de que os fundamentos do mercado permaneçam apertados.
O café robusta também seguiu a tendência positiva, com o contrato de setembro de 2026 avançando para US$ 3.834 por tonelada. Essa alta de 93 dólares reflete a cautela dos agentes diante da oferta global e a evolução da produção nos principais países exportadores.
No Brasil, o clima seco favoreceu a colheita nas principais regiões produtoras, mas o atraso em relação à média histórica ainda preocupa. As chuvas de junho impactaram o ritmo dos trabalhos no campo, o que mantém o mercado cauteloso quanto ao fluxo de oferta nas próximas semanas.
Além disso, a possibilidade do fenômeno El Niño traz incertezas sobre o clima, o que pode afetar a florada e o desenvolvimento da safra brasileira de café para 2027/28. Embora ainda não haja impactos concretos, qualquer alteração nas previsões climáticas pode influenciar rapidamente os preços nas bolsas internacionais.
Os analistas projetam que, se a colheita brasileira avançar sem novos problemas climáticos, a maior disponibilidade de café poderá levar a uma acomodação dos preços no segundo semestre. No entanto, enquanto persistirem as dúvidas sobre o clima e a qualidade dos grãos, o mercado deverá continuar operando sob forte volatilidade.











