
Caio Cinzeiro é destaque brasiliano no UFC. Foto: Reprodução/Instagram
Em seguida meses de provocações, Caio Cinzeiro finalmente ficará frente a frente com Nassourdine Imavov. O brasiliano viajará até a França para protagonizar a luta principal do UFC Paris, no dia 6 de setembro, e enxerga no possuinte da morada seu passaporte para uma disputa de cinturão na partilha dos médios (até 83,9 kg).
Em entrevista ao ‘MMA Junkie’, Cinzeiro demonstrou crédito e destacou que sua atuação dominante sobre Jared Cannonier serviu porquê prova de seu supino nível, fazendo com que outros lutadores passassem a enxergá-lo porquê uma ameaço real na categoria. Segundo o “Nerd”, esse reconhecimento pode ter sido o principal motivo da lentidão na aprovação do combate por secção de Imavov.
“Acho que minha última atuação contra o Jared Cannonier mostrou a todos o meu nível. O que eu fiz com ele, ninguém nunca tinha feito em sua curso. Portanto, acredito que essa luta me colocou numa posição em que as pessoas, não digo que ficaram com terror, mas passaram a entender os riscos de me enfrentar. Talvez por isso tenha demorado tanto (Para o Imavov concordar a luta)… Vai ocorrer agora. Ele não pode mais fugir, Estou indo até a cidade dele para buscá-lo.”, disse Cinzeiro.
Convicto de que o duelo contra Nassourdine Imavov definirá o próximo desafiante ao cinturão, Caio Cinzeiro ressaltou que buscou essa luta por reconhecer o préstimo do competidor, mas também por confiar que chegou sua hora. Para o representante da ‘Fighting Nerds’, uma vitória em Paris o tornará impossível de ser ignorado, consolidando seu nome porquê o próximo da fileira pelo título, tanto aos olhos do UFC quanto dos fãs.
“Tenho 100% de certeza, Todo mundo sabe que essa é a luta de desafiante número 1. É por isso que quis essa luta por tanto tempo, porque ele merece esse lugar, mas eu também mereço o meu. Depois dessa luta, serei inegável para todos, para os fãs, para o UFC, para os lutadores, para mim mesmo, para a equipe, para todos, que eu sou o próximo desafiante.” Concluiu Cinzeiro.
Caio Cinzeiro (dir.) e Nassourdine Imavov (esq.) fazem a luta principal do UFC Paris. Foto: Montagem SUPER LUTAS
Inativo desde agosto de 2024, Caio Cinzeiro sempre esteve com Nassourdine Imavov em seu radar. O brasiliano afirmou que está há quase um ano estudando o russo, radicado na frança, e conhece muito seus padrões e movimentos.
“Estou estudando ele há quase um ano. É a luta que eu queria e já está muito mapeada. A gente está finalizando detalhes dos padrões e movimentos que ele faz. Ele é muito bom, estamos falando do nível mais supino do esporte. Ele é o número um, nocauteou o Adesanya. É um desportista bom, rápido, esperançado, e a maior qualidade dele é a velocidade. Na luta, vai depender de porquê eu me posicionar para não tomar um susto com essa velocidade dele e tirar o gás dele aos poucos. São cinco rounds, o que favorece o meu estilo, e eu estou amarradão para fazer ele desistir na frente do povo dele”, disse Caio Cinzeiro à Ag Fight.
Antes do duelo ser anunciado, Caio Cinzeiro passou meses fazendo campanha por uma luta contra Nassourdine Imavov, desafiando o rival publicamente em múltiplas ocasiões. O francesismo, no entanto, parecia mais interessado em servir porquê suplente para a disputa de cinturão da categoria, entre Dricus du Plessis e Khamzat Chimaev, no UFC 319, em agosto, mas mudou de teoria e aceitou protagonizar a terceira edição do UFC na capital francesa.
Em publicação nas redes sociais, Imavov manifestou em público a desistência de servir porquê suplente para a disputa de título e alfinetou Caio Cinzeiro, afirmando que estava disposto a conversar e pronto para ‘quebrar o brasiliano’.
“Não vou ser mais suplente. As condições mudaram. Você queria falar, rebento, estou cá, vou quebrar você, Caio Cinzeiro”, escreveu o francesismo.
A resposta do brasiliano foi em um tom ainda mais supino.
“Finalmente parou de se esconder, né? Você não decide zero, você faz o que te mandam fazer. Você tentou evitar essa luta por tanto tempo e TODO MUNDO sabe disso. Agora, você vai fazer o que foi mandado: me enfrentar! Eu faço as regras cá. Diga adeus à França, vou te mandar de volta para o Daguestão”, rebateu.