Campanha de Kamala arrecada US$ 81 milhões nas primeiras 24 horas de candidatura: ‘mostra histórica de apoio’

A campanha presidencial da vice-presidente Kamala Harris anunciou que arrecadou US$ 81 milhões nas primeiras 24 horas após sua candidatura à nomeação democrata, após a desistência do presidente Joe Biden na disputa pela reeleição. Para enfrentar o republicano Donald Trump em novembro, Kamala precisa ser confirmada pelo Partido Democrata, o que parece cada vez mais perto de acontecer.

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— A histórica demonstração de apoio à vice-presidente Kamala representa exatamente o tipo de energia e entusiasmo popular que vence eleições — disse o porta-voz da campanha, Kevin Munoz.

O valor é superior aos quase US$ 53 milhões de Trump após sua condenação criminal em maio e os cerca de US$ 72 milhões que o presidente Biden conseguiu no primeiro trimestre de sua campanha de reeleição em 2023, segundo o New York Times.

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Nesta segunda-feira, Kamala elogiou o legado do presidente durante um evento na Casa Branca, sua primeira aparição pública desde que o democrata de 81 anos encerrou sua candidatura à reeleição e a endossou.

A decisão veio uma semana depois de um atentado ser visto como um fator favorável à candidatura do rival Trump, em meio à pressão crescente no Partido Democrata para que abandonasse a campanha após seu desempenho desastroso em um debate com o republicano. Além disso, uma série de gafes que deixaram dúvidas sobre a capacidade física e mental do presidente americano, de 81 anos, de dirigir o país por mais quatro anos.

Biden deixou claro que quer passar o cargo para Kamala. “Minha primeira decisão como candidato do partido em 2020 foi escolher Kamala Harris como minha vice-presidente. E foi a melhor decisão que tomei. Hoje quero oferecer todo o meu apoio e endosso para que Kamala seja a indicada do nosso partido este ano. Democratas — é hora de nos unirmos e derrotar Trump. Vamos fazer isso”, escreveu Biden no X, minutos depois de anunciar sua desistência.

Kamala, por sua vez, disse estar “honrada” por receber o suporte do mandatário. Ela afirmou que pretende “merecer e conquistar” a indicação do Partido Democrata.

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Mas, apesar das doações milionárias e amplo endosso de democratas, Kamala ainda não é a candidata oficial do partido, que só será sacramentado na convenção da legenda, marcada para em agosto, em Chicago, no estado de Illinois. A vice-presidente é apontada como favorita, mas os delegados que representam filiados nos estados podem escolher outra pessoa.

Há ainda a possibilidade de a ex-senadora pela Califórnia ser desafiada por correligionários uma convenção aberta, caso não consiga os votos necessários para garantir a indicação do partido na primeira rodada de votações. E não faltam nomes, embora nenhum com potencial eleitoral suficientemente claro para derrotar Trump. Entre os mais cotados, estão governadores democratas como Gavin Newsom, da Califórnia; Gretchen Whitmer, de Michigan; J.B. Pritzker, de IIIinois.

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