No mercado de carnes brasileiro, a escolha entre cortes com gordura branca ou amarela gera dúvidas entre os consumidores. Especialistas afirmam que a cor da gordura não é um indicativo da qualidade da carne. Segundo a nutricionista Taynara Abreu, do Hospital Mantevida, a diferença de tonalidade é natural e resulta da alimentação, idade e raça do animal, sem afetar o valor nutricional.
Entenda as principais diferenças
A cor da gordura bovina pode variar devido a alguns fatores. A gordura amarela, por exemplo, é proveniente de bovinos alimentados com pasto, rico em betacaroteno. Já a gordura branca é comum em animais que passaram por confinamento e foram alimentados com ração à base de grãos.
Outro aspecto importante é a idade do animal. Bovinos mais velhos tendem a acumular mais pigmentos, resultando em uma gordura naturalmente mais amarelada. Essa característica não implica em diferenças significativas do ponto de vista nutricional.
Além disso, o impacto na saúde é discreto. A nutricionista ressalta que o valor nutricional da carne depende mais do corte escolhido e do método de preparo do que da cor da gordura. Portanto, a escolha deve ser baseada em critérios mais relevantes.
O que realmente importa na hora da compra
Embora a gordura amarela tenha uma quantidade ligeiramente maior de antioxidantes, esse detalhe é pouco significativo para a saúde geral. O foco deve ser no corte, teor de gordura e na alimentação global do consumidor. Assim, priorizar apenas a cor da gordura pode ser um erro.
Para garantir uma compra segura e saborosa, é essencial observar critérios práticos de higiene e conservação no açougue ou supermercado. Verifique a coloração viva e o odor agradável da carne, além da integridade da embalagem e do selo de inspeção sanitária, que garante a procedência do alimento.











