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Audiência em Goiás decide se síndico Cléber Rosa de Oliveira irá a júri popular pelo assassinato da corretora Daiane Alves, de Uberlândia
Imagem: Reprodução
Uberlândia

Audiência em Goiás decide se síndico Cléber Rosa de Oliveira irá a júri popular pelo assassinato da corretora Daiane Alves, de Uberlândia

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A Justiça de Goiás deu início, na tarde de quarta-feira (6), à audiência de instrução e julgamento do caso Daiane Alves, corretora de imóveis de Uberlândia assassinada em Caldas Novas (GO) em dezembro de 2025. O advogado da família, Lucas Xavier, afirmou que este é o primeiro passo da fase processual, onde o Judiciário avaliará se há provas suficientes para levar o réu, Cléber Rosa de Oliveira, a júri popular.

A audiência começou às 13h30 e durou mais de cinco horas, devido à complexidade do caso e ao número de depoimentos. A juíza responsável ouviu testemunhas de acusação, defesa e familiares de Daiane de forma remota. O réu, Cléber, também deverá prestar depoimento ainda nesta quarta-feira.

A mãe de Daiane, Nilse Alves, acompanhou a audiência à distância e expressou sua dor e expectativa por justiça. Ela lamentou que nada pode reverter o que aconteceu e ressaltou que sua filha era corajosa e não aceitava injustiças. O advogado Lucas Xavier acredita que a decisão de pronúncia não será anunciada ao final da audiência, pois ainda haverá alegações finais dos advogados e do Ministério Público.

A audiência de instrução é um momento crucial do processo, onde as investigações se transformam em provas orais. É quando os depoimentos de familiares, testemunhas e do acusado são ouvidos, permitindo uma melhor compreensão dos fatos. Após essa fase, os advogados podem solicitar novas investigações ou apresentar alegações finais, e o juiz terá contato direto com as provas para formar seu entendimento sobre o caso.

A decisão de pronúncia é um filtro judicial que determina se o réu será julgado pelo Tribunal do Júri. Ser pronunciado não significa que o réu é culpado, mas que existem indícios suficientes de que ele pode ser o autor do crime. Se o juiz decidir pela pronúncia, Cléber será julgado por um júri popular. Caso contrário, ele pode ser “impronunciado”, encerrando o processo.

Daiane Alves, de 43 anos, desapareceu em 17 de dezembro de 2025, após ir ao subsolo do prédio onde morava para religar a energia elétrica de seu apartamento. Seu corpo foi encontrado 42 dias depois, em estado avançado de decomposição. O síndico Cléber Rosa de Oliveira confessou o homicídio, e ambos tinham um histórico de conflitos relacionados à administração do edifício. Seis dias antes do desaparecimento, o condomínio havia sido condenado a indenizar Daiane por danos morais, e o Ministério Público já havia denunciado o síndico por perseguição contra a moradora.

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