Recentemente, o caso do jogador Jeremy Doku gerou discussões sobre a importância da presença do pai durante o parto. O atacante belga fez a escolha de acompanhar o nascimento de seu filho, mesmo em meio à Copa do Mundo, e essa decisão foi alvo de críticas. A jornalista France Pierron questionou a relevância do pai nesse momento, o que provocou uma onda de reações nas redes sociais.
Durante o programa L’Équipe de Choc, Pierron afirmou que a presença do pai no parto é muitas vezes desnecessária, o que gerou indignação, especialmente entre mulheres e profissionais da saúde. Essa fala foi considerada insensível e machista, levando a jornalista a ser afastada de sua função.
A importância do pai no parto
As críticas à jornalista abriram espaço para que médicas obstetras comentassem sobre o papel fundamental do pai durante o parto. Muitas profissionais, como a ginecologista Bianca Teiga, destacaram que a presença do pai é essencial para o suporte emocional da mãe. “Independentemente da via do parto, o acompanhante, na maioria das vezes, é o pai”, afirmou Teiga.
Ela ressaltou que o momento do parto é único para muitas mulheres, e a presença do pai pode fazer toda a diferença. “O pai tem um papel ainda mais fundamental na experiência”, completou. Essa conexão entre os pais e as mães durante o nascimento é vista como um fator que fortalece o vínculo familiar.
Além disso, a obstetra enfatizou que o apoio do pai não se limita ao momento do parto, mas se estende por toda a gestação e o pós-parto. “O acompanhamento durante a gestação, durante o parto e durante o pós faz toda diferença”, disse Teiga, reforçando a importância do envolvimento paterno.
Reflexões sobre a paternidade
Na visão de Bianca Teiga, Doku fez a escolha certa ao priorizar o nascimento de seu filho. “É um momento único que com certeza tem um papel muito importante na vida dele e da esposa”, destacou. Essa perspectiva é um convite à reflexão sobre o papel dos pais na maternidade e na criação dos filhos.
A obstetra também expressou seu orgulho ao ver a participação ativa dos pais durante o parto. “Ver eles ali presentes ajudando, rezando, torcendo e apoiando as pacientes nas decisões e emoções do nascimento de um bebê faz a gente se emocionar junto”, afirmou.
Por fim, Teiga criticou a postura de Pierron, chamando atenção para a necessidade de mudar a percepção sobre a paternidade. “Que tenhamos menos pessoas com esse pensamento egoísta, que, por ser uma mulher, nos surpreende com um comentário tão machista”, concluiu, enfatizando que a presença do pai é crucial para um parto mais humanizado e acolhedor.











