Ceagesp prepara espaço provisório para 124 comerciantes após incêndio
Foto original adaptada visualmente por IA.
Turismo

Ceagesp prepara espaço provisório para 124 comerciantes após incêndio

Compartilhar Facebook X WhatsApp Telegram

Os trabalhadores e comerciantes que atuavam no pavilhão MFE-A da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), destruído por um incêndio entre a noite de 5 de setembro e a madrugada do dia 6, passarão a trabalhar em um novo espaço a partir de 16 de outubro.

A estrutura provisória será formada por duas tendas galpão instaladas a uma quadra do pavilhão atingido. O local terá 4,8 mil metros quadrados, área menor que a original, de 6 mil m². Com isso, os 124 comerciantes voltarão a contar com um espaço centralizado para os atendimentos.

Atualmente, os comerciantes trabalham ao redor do pavilhão afetado, em tendas de lona. A situação é considerada insalubre devido à exposição ao calor e à chuva, além de dificultar a circulação de caminhões e a exposição das mercadorias nas lojas dos pavilhões vizinhos.

O período de maior movimentação de frutas na Ceagesp costuma ocorrer entre novembro e fevereiro. Segundo a comissão de comerciantes, o impacto do incêndio foi de aproximadamente 50% de queda nas vendas. Os atingidos só deverão voltar a pagar as taxas à administração quando o pavilhão definitivo for entregue.

O MFE-A era um dos pavilhões mais antigos do complexo, que reúne 52 estruturas. Apesar de estar entre os menores, era considerado uma referência por concentrar comerciantes que atuam no local há mais de quatro décadas. Alguns deram continuidade a negócios iniciados por familiares que trabalhavam ali desde os anos 1960.

Mesmo com a redução da área, a expectativa é reorganizar os boxes, instalar contêineres refrigerados e ampliar a quantidade de banheiros. A previsão é que os comerciantes permaneçam na estrutura provisória até setembro de 2027, quando deverá ser concluído o novo pavilhão.

“A ideia é a gente construir uma estrutura mais moderna, com o pé-direito bem mais alto e mezanino. Estamos estudando um formato para dividir o que é boxe e o que é área de granel, além de elevar a área de comércio, com uma plataforma, para evitar o risco de perdas em novas inundações. Primeiro, porém, teremos uma discussão do projeto com eles, que são os conhecedores de como funciona tudo no dia a dia”, explicou o diretor técnico operacional da Ceagesp, Luiz Silveira Rangel.

A logística de abastecimento é apontada como o principal desafio diário. O projeto dos pavilhões foi elaborado décadas atrás, quando os caminhões utilizados eram menores. Com a redução do espaço disponível, o abastecimento ficou ainda mais difícil.

Como a área ocupada pelos galpões provisórios era usada para estacionamento e transbordo, essas atividades passaram a ser realizadas em um dos bolsões de estacionamento. Com isso, escritórios e o local onde ocorrem efetivamente as entregas ficaram mais distantes.

A previsão é que, em dezembro, seja instalado um estacionamento provisório na área do pavilhão destruído, enquanto tramita a contratação da nova obra.

Demolição

A demolição da estrutura antiga começou na semana passada. A retirada dos escombros e a desmontagem das peças metálicas têm prazo de 60 dias.

No local, há estruturas e telhas de zinco retorcidas, já que o pavilhão não era construído em alvenaria. Também estão sendo retirados restos de alimentos, como cocos, abacaxis e melancias, principais produtos comercializados no MFE-A.

Documentos das empresas também permanecem na área e serão retirados gradualmente, conforme for garantida a segurança das estruturas. Os destroços e resíduos orgânicos estão sendo separados e encaminhados para aterros sanitários ou reciclagem.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta
Miramontes 350×700
Notíciasletter
Receba nossas noticias
Um resumo direto no seu e-mail.
Sign In/Sign Up Pesquisar
Loading

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...