Técnicos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) estão em Roraima para auxiliar na resposta aos desastres provocados pelas intensas chuvas que atingem o estado. A previsão é de que as precipitações continuem nos próximos dias, aumentando os riscos de alagamentos e outras complicações.
A equipe técnica tem como objetivo apoiar o estado na solicitação de reconhecimento federal de situação de emergência, além de elaborar planos de trabalho e facilitar a liberação de recursos para assistência humanitária e reconstrução. As ações foram discutidas em reuniões com a Defesa Civil local.
Estragos causados pelas chuvas
As chuvas acima da média histórica resultaram em alagamentos, inundações e danos significativos à infraestrutura, como o rompimento de pontes e interrupções em rodovias. Comunidades indígenas e rurais estão isoladas devido às condições adversas.
Atualmente, o MIDR monitora 18 pontos críticos, sendo cinco bloqueios totais e três parciais em vias de acesso. Os municípios mais afetados incluem Bonfim, Uiramutã, Normandia, Alto Alegre, Amajari, São Luiz do Anauá, Cantá e Rorainópolis.
Segundo a Defesa Civil estadual, mais de 5,6 mil pessoas foram impactadas pelas chuvas, mas não há registros de mortes. A região do Jacamim, em Bonfim, é uma das mais afetadas, com cerca de 100 famílias isoladas, enquanto o acesso terrestre de indígenas em Uiramutã está comprometido.
Orientações à população
A previsão é de que, até a próxima terça-feira (2), o estado receba acumulados de chuva entre 50 e 100 milímetros por dia, com o centro-norte sendo a área mais afetada. Os municípios de Uiramutã, Bonfim, Normandia e Boa Vista estão sob maior risco.
A Defesa Civil recomenda que a população fique atenta aos alertas e evite áreas alagadas. Em caso de trincas nas paredes ou aumento do nível dos rios, é aconselhável procurar abrigo seguro imediatamente.











