A colheita de café arábica no Cerrado Mineiro avançou para 40% da área cultivada, de acordo com a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer). O progresso foi impulsionado pelo clima seco da última semana, que facilitou as operações de colheita e beneficiamento.
Até a última sexta-feira (10), cerca de 22% dos frutos colhidos já haviam sido beneficiados, com um rendimento médio de 520 litros de café por saca. No entanto, aproximadamente 35% dos frutos ainda estão no estágio cereja, o que é considerado ideal para a colheita, devido ao seu potencial de qualidade.
Desafios climáticos e impacto na produção
Apesar do avanço, o ritmo da colheita está abaixo do registrado no mesmo período de 2025, quando 45% da área já havia sido colhida. Os técnicos da Expocacer atribuem esse atraso ao maior volume esperado para a safra atual e às chuvas de junho, que dificultaram o progresso das operações.
Para 2026, a cooperativa projeta uma produção de 2,859 milhões de sacas de café de 60 quilos na região. A expectativa é que a qualidade dos grãos se mantenha alta, desde que os produtores fiquem atentos às etapas de secagem e armazenamento.
Previsão de chuvas preocupa cafeicultores
Os próximos dias trazem incertezas, com a previsão de chuvas que podem impactar a colheita. Modelos meteorológicos indicam um aumento na instabilidade climática, especialmente em municípios como Patrocínio e Araxá, onde a colheita está em andamento.
As chuvas podem atrasar não apenas a colheita, mas também o transporte e o processo de secagem dos grãos. A umidade excessiva pode comprometer a qualidade dos cafés já colhidos, afetando suas características físicas e sensoriais.
Orientações para manejo pós-colheita
Diante do cenário climático, a Expocacer recomenda que os produtores antecipem a retirada dos cafés dos terreiros e planejem melhor as operações. Algumas orientações incluem acelerar a colheita antes das chuvas e garantir um armazenamento adequado para preservar a qualidade dos grãos.
Com a colheita em andamento, o mercado observa atentamente a evolução da safra brasileira, especialmente no Cerrado Mineiro. A combinação de um maior volume esperado de produção e os desafios climáticos mantém a atenção dos produtores e compradores voltada para os próximos passos da temporada.











