A colheita da segunda safra de milho em Mato Grosso já ultrapassou 60% da área cultivada na safra 2025/26, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço significativo de 15,77 pontos percentuais na última semana reflete a intensificação das atividades no campo, impulsionada pela maturação das lavouras.
Apesar do progresso, a colheita ainda está abaixo da média histórica de 70,60% para este período, indicando um atraso em relação ao que é considerado normal. No entanto, o desempenho atual é superior ao da safra anterior, quando apenas 57,56% da área havia sido colhida até agora.
Milho e algodão: desempenho e desafios
Mato Grosso continua a ser o maior produtor de milho do Brasil, desempenhando um papel crucial na oferta interna e na formação de preços. A colheita em andamento é vital para a economia local, pois a produção de milho impacta diretamente os custos de ração e, consequentemente, o preço de produtos alimentícios.
Além do milho, a colheita de algodão também começou a ganhar ritmo, alcançando 4,23% da área cultivada, um aumento de 2,99 pontos percentuais em relação à semana anterior. Esse avanço é um sinal positivo para os produtores, especialmente em comparação com o ano passado, quando apenas 2,50% da área havia sido colhida.
Os produtores estão atentos às condições climáticas, que podem afetar a qualidade dos produtos. Para o milho, um clima favorável é essencial para evitar perdas durante a colheita. Já no algodão, o manejo adequado durante a colheita e o armazenamento são fundamentais para garantir a valorização da fibra no mercado.
Mato Grosso se mantém como um dos pilares do agronegócio brasileiro, com a produção de milho e algodão sendo monitorada de perto pelo mercado. O avanço da colheita não apenas influencia a oferta de grãos, mas também a competitividade das exportações brasileiras, refletindo a importância do estado na economia nacional.











