O comércio brasileiro registrou um crescimento de 0,5% em março de 2026, impulsionado pela queda do dólar, que facilitou a venda de produtos importados. Este é o terceiro mês consecutivo de alta, levando o setor a alcançar seu maior patamar histórico. Em comparação com março do ano anterior, o avanço foi de 4%, enquanto no acumulado dos últimos 12 meses, a expansão é de 1,8%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O analista Cristiano Santos destacou que a tendência de alta no comércio começou em outubro de 2025, mesmo com a queda registrada em dezembro. Os números mostram uma recuperação consistente, refletindo a adaptação do mercado às condições econômicas atuais.
Desempenho por Setores
Entre os oito grupos de atividades analisados, cinco apresentaram crescimento em março. Os destaques foram: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, com alta de 5,7%; combustíveis e lubrificantes, que subiram 2,9%; e outros artigos de uso pessoal e doméstico, também com 2,9% de crescimento. Por outro lado, o setor de móveis e eletrodomésticos registrou uma queda de 0,9%.
A redução do dólar, que em março estava cotado a R$ 5,23, comparado a R$ 5,75 um ano antes, foi um fator crucial para o aumento nas vendas de produtos importados. Santos explicou que as empresas estão aproveitando a oportunidade para aumentar seus estoques e, posteriormente, realizar promoções.
Apesar do crescimento em vários setores, o segmento de hipermercados e supermercados enfrentou um recuo de 1,4%. Esse desempenho negativo pode ser atribuído à inflação, que tem impactado o poder de compra dos consumidores. O analista observou que esse setor é responsável por mais da metade do comércio, o que torna sua performance ainda mais significativa.
No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado, houve um leve crescimento de 0,3% de fevereiro para março, com um aumento de 0,2% no acumulado de 12 meses. Esses dados indicam uma recuperação gradual do setor, embora ainda existam desafios a serem enfrentados.
As informações sobre o comércio em março refletem um cenário de otimismo moderado, mas a situação econômica continua em apuração, com a expectativa de que novos dados possam oferecer uma visão mais clara sobre a trajetória do setor nos próximos meses.











