A nova evolução dos carros híbridos em 2026

Híbrido leve, pleno, plug-in.. muita gente acaba se perdendo no que exatamente é um carro híbrido e qual é o tipo de tecnologia presente nele. Recentemente, alguns modelos começaram a ser chamados comercialmente como ”super híbridos”, e já há evoluções vindo aí. Mas, afinal, o que faz um carro se tornar ”super”?

Primeiro, vamos explicar um pouco o que classifica cada um desses modelos, começando pelos modelos leves e indo até modelos mais sofisticados e dependentes da eletrificação. A forma mais simples de hibridização é a MHEV, ou Mild Hybrid

Os híbridos-leves (Mild Hybrid)

Começamos pelos híbridos-leves, que geralmente possuem baterias com capacidade entre 0,10 kWh e 0,40 kWh, e motores elétricos de 5 cv a 15 cv, alimentados por sistemas de 12V ou 48V. Nestes carros, o módulo elétrico é ligado ao motor térmico por uma correia (sistema BSG).

Nele, o sistema atua fazendo quase a mesma função que um alternador, mas eliminando a necessidade do mesmo em nome de uma leve economia. Ele não é capaz de tracionar as rodas, então em nenhum momento ele consegue mover o carro sozinho. Alguns exemplos desse tipo são os Peugeot e Fiat quando usando o motor 1.0 T200. 



Kia Sportage utiliza um sistema híbrido leve mais sofisticado, que tem função Velejar 

Foto de: Reprodução

Recentemente, alguns carros ganharam um novo sistema intermediário, não tão simples quanto os híbridos leves por definição. Nele, alguns carros possuem modo ”Velejar”, desacoplando o motor a combustão sem que o carro desligue. Um bom exemplo é o Kia Sportage MHEV. 

Os carros híbridos-plenos (Full Hybrid)

Aqui, o nível de eletrificação sobe. A capacidade da bateria saltou para quase 2 kWh em carros mais recents. Nestes modelos, o motor elétrico tem potências que variam de 50 cv a 150 cv. Graças a essa arquitetura, os híbridos-plenos conseguem mover as rodas usando apenas eletricidade em muitos cenários urbanos, sem acionar o motor endotérmico.

No Brasil, um exemplo bem conhecido são os modelos da linha Toyota, como o Yaris Cross e os médios Corolla e Corolla Cross.

Híbridos plug-in de primeira geração

Indo além, chegamos aos modelos que podem ser recarregados na tomada. Na primeira geração, as baterias ficavam entre 10 kWh e 15 kWh, com autonomia média de 50 km no modo elétrico. Números relativamente baixos.

Quando a bateria acabava, o consumo de gasolina muitas vezes caía para perto de 10 km/l, com raras exceções chegando a 15 km/l. Os primeiros Volvo com sistema PHEV são um bom exemplo de como ele funciona.

Super Hybrid: os plug-ins de segunda geração

Com os super-híbridos, a tecnologia permitiu dobrar a quantidade de energia no mesmo espaço. As baterias agora oferecem cerca de 20 kWh a 30 kWh, permitindo autonomias elétricas superiores a 100 km. Além disso, a reserva de energia para quando a bateria “acaba” é maior, permitindo médias de até 30 km/l na cidade e 20 km/l na estrada, mesmo em veículos não carregados.

Uma das primeiras marcas a utilizar essa nomenclatura foi a chinesa BYD. Um exemplo de modelo assim é o Song Plus Premium, a potência máxima de carregamento dele em CA é de 11 kW, enquanto em CC chega a 18 kW. Outro exemplo é o Jaecoo 7 Super Hybrid que, por outro lado, para em 6,6 kW em CA, mas consegue atingir 40 kW em CC.  

O próximo passo: os Hyper-Hybrids 

A próxima evolução será o hyper-hybrid, impulsionado por novas tecnologias de bateria, possivelmente de estado sólido. Enquanto os super-híbridos dobraram a densidade energética atual, os hyper-híbridos podem oferecer autonomias elétricas de 200 km a 250 km.

Isso permitiria que deslocamentos diários, principalmente em circuito urbano, fossem 100% elétricos, mantendo o motor térmico apenas para longas distâncias, atendendo quem não tem infraestrutura própria ou fácil para recarregar o carro diariamente.

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