Nesta quarta-feira (15), a Argentina enfrenta a Inglaterra em Atlanta, Estados Unidos, pelas semifinais da Copa do Mundo. Os atuais campeões buscam o tetra, sonhando em repetir o feito de Itália e Brasil, que conquistaram títulos mundiais em sequência.
Para entender a transformação da seleção argentina, é preciso voltar à Copa de 2018 e à Copa América de 2019. Após um Mundial decepcionante, onde a equipe enfrentou dificuldades, a sensação de que algo maior estava por vir começou a se formar.
O início da mudança
A seleção teve um desempenho fraco na Rússia, culminando em uma eliminação nas oitavas de final. A pressão sobre o técnico Jorge Sampaoli cresceu, levando a um motim liderado por Messi e Mascherano, que exigiam mais participação nas decisões.
Após a saída de Sampaoli, Lionel Scaloni assumiu o comando da equipe. Sem experiência anterior, ele enfrentou críticas, mas conseguiu manter a confiança do elenco, que se preparava para a Copa América de 2019.
A Copa América de 2019 foi um divisor de águas. Apesar de uma estreia difícil, a Argentina conseguiu avançar até as semifinais, onde foi derrotada pelo Brasil. Messi, que antes era visto como passivo, se tornou a voz da equipe, criticando a arbitragem e demonstrando liderança.
Ascensão da “Scaloneta”
Em 2021, a Argentina conquistou a Copa América, encerrando um jejum de 28 anos sem títulos. Essa vitória não apenas trouxe o primeiro troféu de Messi pela seleção, mas também consolidou a nova identidade da equipe, agora conhecida como “Scaloneta”.
Com uma defesa sólida e um meio-campo dinâmico, a seleção se tornou mais letal. Messi, transformado em líder, passou a ser o artilheiro máximo da história das Copas, refletindo sua evolução desde 2019.
A nova mentalidade da equipe foi evidente durante a Copa do Mundo de 2022, onde, após uma derrota inesperada, a Argentina se reergueu e conquistou o título. Agora, com a meta de repetir o sucesso, a “Scaloneta” se prepara para novos desafios.











