As inscrições para o Concurso Arquitetura Indígena no Brasil encerram na próxima sexta-feira (10), promovido pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR). A iniciativa visa destacar as contribuições dos saberes indígenas para a arquitetura e urbanismo, abordando temas como demarcação de terras e a preservação cultural dos povos originários.
A presidente em exercício do CAU/BR, Leila Marques, enfatizou que o concurso busca valorizar o conhecimento indígena, que influenciou práticas arquitetônicas contemporâneas. “Esses saberes originam soluções que são estudadas e aplicadas atualmente”, afirmou.
Materiais Sustentáveis
Os projetos devem explorar o uso de materiais naturais, como madeira e palha, que são renováveis e não poluentes. Leila destacou que os povos indígenas sempre utilizaram esses recursos de maneira sustentável, criando construções que se integram ao meio ambiente.
Esta é a primeira vez que o CAU/BR realiza um concurso focado na arquitetura indígena. Os 13 melhores trabalhos serão compilados em uma publicação, promovendo um maior entendimento sobre a relação entre arquitetura e cultura indígena.
Podem participar arquitetos, urbanistas, pesquisadores e estudantes que desenvolvam projetos relacionados à arquitetura indígena e suas práticas tradicionais. Os trabalhos podem abordar não apenas habitações, mas também espaços coletivos e culturais significativos para as comunidades.
Valorização da História
O CAU/BR busca, com essa iniciativa, ressaltar a importância da história e das práticas dos povos indígenas na construção do conhecimento arquitetônico atual. “Quem conhece sua história, conhece seu futuro”, disse Leila, reforçando a relevância do registro e valorização desses saberes.
Os melhores projetos receberão prêmios em dinheiro, com valores que variam de R$ 10 mil a R$ 2 mil, dependendo da classificação. O resultado final será divulgado em 27 de agosto, com possibilidade de prorrogação para 8 de setembro.











