Um homem de 48 anos, condenado a 20 anos de prisão por crimes cometidos contra a própria filha, foi preso na manhã desta segunda-feira (17), na zona rural de Frutal. Ele estava foragido da Justiça e tinha um mandado de prisão em aberto.
O homem foi localizado por equipes da Polícia Militar do Meio Ambiente durante uma abordagem na Estrada Principal de São Mateus, no Setor 2 da zona rural do município. Após a consulta aos sistemas policiais BNMP, SIGOP e QAPP, os agentes constataram a ordem de prisão expedida pela Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Comarca de Uberlândia, com validade até março de 2046.
Segundo a apuração, o mandado se refere aos crimes de estupro, atentado violento ao pudor e estupro de vulnerável, cometidos de forma reiterada contra a própria filha. Embora tivesse residência fixa registrada em Uberlândia, o homem estava escondido na propriedade da irmã, na zona rural de Frutal.
O mandado de prisão foi expedido em 10 de agosto de 2026. Na decisão, o juiz negou ao réu o direito de recorrer em liberdade devido ao risco concreto de fuga, considerando o histórico de permanência foragido por mais de uma década.
O homem foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição do Poder Judiciário para o cumprimento da pena.
Crimes ocorreram durante três anos
De acordo com a denúncia do Ministério Público, os crimes ocorreram entre 2007 e julho de 2010, na zona rural de Uberlândia, na região do acesso ao distrito de Miraporanga.
A vítima tinha 11 anos quando o pai começou a cometer atos libidinosos contra ela, mediante chantagem emocional e abuso de autoridade. A partir de 2008, conforme a apuração, ele passou a usar violência física para constranger a filha a manter relações carnais.
O Ministério Público concluiu que os abusos aconteciam pelo menos uma vez por mês, ao longo de três anos, totalizando cerca de 48 condutas abusivas.
Denúncia foi feita pelo namorado da vítima
A violência sexual foi interrompida em meados de 2010, quando a jovem iniciou um relacionamento. Na época, demonstrando ciúmes, o pai ameaçou ir embora para o Tocantins caso a adolescente não agisse como “filha e mulher dele”.
Em outubro de 2010, aterrorizada, a jovem contou ao namorado o histórico de abusos. O rapaz acionou a Polícia Militar, que prestou os primeiros atendimentos e encaminhou o caso ao Conselho Tutelar e à Polícia Civil para o início das investigações.











