A Copersucar encerrou a safra 2025/26 com um lucro recorde de R$ 631 milhões, um aumento de 56,9% em relação ao ciclo anterior. Este resultado não apenas reafirma a posição da empresa como líder global nos mercados de açúcar e etanol, mas também destaca sua capacidade de adaptação em um cenário de desafios climáticos e volatilidade de mercado.
O desempenho financeiro da Copersucar foi impulsionado por uma receita líquida de R$ 65,8 bilhões, um crescimento de 5,5% em comparação ao ano anterior. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 35%, evidenciando a solidez da estratégia da empresa, conforme ressaltou o presidente Tomás Manzano.
Comercialização e Sustentabilidade em Alta
A comercialização de açúcar atingiu um recorde histórico, com 17 milhões de toneladas vendidas, superando as 15,6 milhões de toneladas da safra anterior. Esse volume é suficiente para abastecer cerca de 500 milhões de pessoas, reforçando a importância da Copersucar na segurança alimentar global.
No segmento de biocombustíveis, a empresa comercializou 21 bilhões de litros de etanol, um aumento significativo em relação aos 19,1 bilhões de litros do ciclo anterior. Este volume contribuiu para evitar a emissão de aproximadamente 30 milhões de toneladas de CO₂, destacando o papel do etanol na agenda de descarbonização.
As usinas associadas à Copersucar também mostraram resiliência, com uma moagem total de 108 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, um crescimento de 0,9% em relação à safra passada. Esse resultado é especialmente relevante diante dos desafios climáticos enfrentados pelo setor sucroenergético.
Além disso, a geração de energia elétrica renovável a partir da biomassa da cana-de-açúcar alcançou 6,5 mil GWh, o que equivale ao consumo anual de uma cidade do porte de Roterdã, na Holanda. Essa produção reforça a importância do setor na diversificação da matriz energética brasileira.
Com um desempenho financeiro robusto e um foco crescente em soluções sustentáveis, a Copersucar se posiciona como um dos principais protagonistas na transição energética. O sucesso da empresa não apenas beneficia seus acionistas, mas também contribui para a segurança alimentar e energética do Brasil e do mundo.











