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Crédito rural do Plano Safra 2025/26 tem queda de 10% no agro
Imagem: Reprodução
Agro

Crédito rural do Plano Safra 2025/26 tem queda de 10% no agro

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O crédito rural do Plano Safra 2025/26 totalizou R$ 282,51 bilhões nos primeiros dez meses, apresentando uma queda de 9,7% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Essa redução, conforme levantamento da Gerência de Desenvolvimento Técnico do Sistema Ocepar, reflete o cenário de juros elevados e o aumento do custo financeiro para produtores e cooperativas.

O governo disponibilizou R$ 594,4 bilhões em crédito rural para o ciclo agropecuário, mas a desaceleração nas contratações é preocupante. O aumento das taxas de juros, impulsionado pela elevação da taxa Selic, tem dificultado o acesso ao crédito, impactando diretamente os investimentos em custeio e ampliação da produção.

Desaceleração nas contratações de crédito rural

Nos últimos anos, o volume de crédito rural contratado tem mostrado uma tendência de queda. No Plano Safra 2023/24, as contratações chegaram a R$ 415,46 bilhões, enquanto no ciclo 2024/25 esse valor caiu para R$ 377,99 bilhões. Essa trajetória de redução preocupa, especialmente para segmentos que dependem fortemente de financiamento.

Os Recursos Livres foram a principal fonte de financiamento, representando 40% do total contratado. Em seguida, vieram os Recursos Obrigatórios com 24% e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) com 14%. Essa dependência crescente do mercado privado para o financiamento do agronegócio brasileiro é um sinal de mudança na dinâmica do setor.

As cooperativas também desempenham um papel importante, com aproximadamente R$ 38,76 bilhões em financiamentos rurais contratados. As cooperativas paranaenses, em particular, destacaram-se, respondendo por cerca de 35% das operações, o que reforça a posição do estado como um polo de cooperativismo agropecuário.

Apesar dos desafios impostos pelos juros elevados, cooperativas e instituições financeiras estão buscando alternativas para sustentar o fluxo de crédito ao agronegócio. Essa busca por novas soluções é crucial para garantir que os produtores possam continuar investindo e expandindo suas operações, mesmo em um cenário econômico adverso.

O impacto dessa situação se reflete não apenas na produção rural, mas também na economia regional. A capacidade de investimento dos produtores é fundamental para a manutenção da competitividade e sustentabilidade do agronegócio, que é um dos pilares da economia brasileira.

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