A proporção de paulistanos que utilizam plataformas de apostas online para aumentar a renda doméstica cresceu significativamente, passando de 25% em 2024 para 35% em 2026. O dado foi divulgado nesta segunda-feira (25) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
O estudo revela que a cidade de São Paulo enfrenta impactos socioeconômicos devido ao aumento das apostas, especialmente pela intensa exposição dessas plataformas nas redes sociais. Além disso, a popularização de meios de pagamento instantâneos, como o Pix, tem facilitado o acesso aos jogos.
Perfil dos apostadores
Entre os entrevistados, 40% das pessoas com renda de até dois salários mínimos afirmaram apostar para complementar a renda. Essa porcentagem é menor entre aqueles que ganham entre dois e cinco salários mínimos, onde o índice é de 30%.
Apesar do aumento no número de apostadores, a frequência de apostas se manteve estável, com 50% da população afirmando apostar regularmente. A pesquisa também indicou que 7% dos entrevistados reconhecem ter problemas relacionados ao jogo.
A FecomércioSP observa que as classes mais baixas e médias estão mais propensas a utilizar as apostas como uma alternativa para melhorar sua situação financeira. Essa busca por renda extra é uma resposta às dificuldades econômicas enfrentadas por essas faixas da população.
Impacto financeiro das apostas
Os dados também mostram que 26% dos paulistanos afirmam que, se não apostassem, guardariam o dinheiro. Na pesquisa anterior, essa porcentagem era de 19%. Além disso, 14% dos entrevistados indicaram que utilizariam os recursos para pagar contas essenciais.
Entre os gastos, 54% dos participantes disseram não gastar mais de R$ 50 por mês em apostas, enquanto 16% gastam até R$ 100. O estudo também revelou que 12% dos paulistanos buscaram ajuda financeira para continuar apostando, evidenciando um aspecto preocupante do comportamento de consumo.
Com um cenário econômico desafiador, onde 72,9% das famílias estão endividadas, a FecomércioSP destaca a necessidade de atenção a esses dados, que refletem a realidade de muitos paulistanos em busca de alternativas para equilibrar suas finanças.











