O Custo Brasil continua a pressionar a logística no país, impactando diretamente o agronegócio e a produção rural. Com entraves tributários e operacionais, o setor enfrenta desafios que reduzem sua competitividade e aumentam os custos operacionais, afetando toda a cadeia produtiva.
De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o impacto do Custo Brasil chega a R$ 1,7 trilhão por ano, representando 19,5% do PIB. Para os empresários, a carga tributária é a principal preocupação, com 70% deles apontando-a como um fator crítico para o desenvolvimento de seus negócios.
Complexidade tributária e seus efeitos no setor
A complexidade do sistema tributário brasileiro gera um ambiente desafiador para o transporte e a armazenagem de produtos. A incidência de diferentes tributos sobre essas atividades, somada a frequentes mudanças nas alíquotas do ICMS, aumenta a insegurança jurídica e dificulta o planejamento das empresas.
Essa situação não apenas eleva os custos operacionais, mas também compromete a competitividade do setor logístico, tornando mais difícil para os produtores rurais e empresas do agronegócio realizarem investimentos de longo prazo.
Com a expectativa de uma reforma tributária, a regulamentação das Leis Complementares nº 214/2025 e nº 227/2026 promete simplificar o sistema. O novo modelo de IVA Dual busca substituir tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS, visando eliminar a cumulatividade e reduzir distorções que encarecem as operações logísticas.
A transição para esse novo modelo exigirá um planejamento estratégico das empresas. A adequação às novas regras deve incluir a revisão de processos internos e o fortalecimento da governança, garantindo que as empresas estejam em conformidade fiscal.
Enquanto o Custo Brasil ainda representa um obstáculo, a reforma tributária pode ser uma oportunidade para modernizar o setor logístico. A expectativa é que a simplificação tributária não apenas reduza custos, mas também aumente a previsibilidade e melhore o ambiente de negócios no Brasil.











