O julgamento de três policiais militares acusados de envolvimento na morte do empresário e delator Vinicius Gritzbach teve início hoje, 22 de junho de 2026, no Fórum Criminal de Guarulhos. O caso, que atraiu grande atenção da mídia, ocorre sob forte esquema de segurança e deve durar cerca de cinco dias.
Os réus, que estão presos, são o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues. Eles também enfrentam acusações pela morte do motorista de aplicativo Celso Novais, que foi atingido durante a execução de Gritzbach, além de ferimentos em outras duas pessoas.
Contexto do Crime
A execução de Gritzbach ocorreu em 8 de novembro de 2024, no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos. O empresário, que era réu por homicídio e acusado de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), havia assinado uma delação premiada antes de sua morte.
A defesa dos policiais alega que os réus são inocentes e que a investigação foi manipulada pela Polícia Civil. Os advogados afirmam que seus clientes não estavam presentes no local do crime e que a acusação é uma tentativa de encobrir os verdadeiros responsáveis.
Expectativas no Fórum
A mãe de Celso Novais, Aparecida Camilo, expressou sua esperança por justiça antes do início do julgamento. Ela descreveu seu filho como um bom pai e marido, ressaltando a dor causada pela perda.
O júri popular, que é um mecanismo da Justiça para julgar crimes dolosos, contará com a participação de sete jurados selecionados entre a população. Durante o processo, serão ouvidas 21 testemunhas, e os réus terão a oportunidade de se defender.
Em março do ano passado, a Polícia Civil concluiu a investigação, indiciando seis pessoas pelo crime, incluindo os três policiais. Os mandantes do assassinato, que pertencem ao PCC, estão foragidos e enfrentam processos separados.











