Uberlandia, MG Qui, 01 de outubro
21° Máx. 31° · Mín. 21° Parcialmente nublado
Previsão para Uberlândia Hoje: parcialmente nublado
Amanhã, 02/10 26° 20° 88% chuva
sáb, 03/10 28° 20° 92% chuva
dom, 04/10 29° 20° 87% chuva
seg, 05/10 27° 20° 59% chuva
ter, 06/10 27° 20° 71% chuva
qua, 07/10 29° 19° 67% chuva
qui, 08/10 30° 20° 40% chuva
Dados meteorológicos fornecidos por Open-Meteo.
Delegados federais questionam afastamento de diretores da PF por decisão monocrática
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial para esta matéria.
Últimas notícias

Delegados federais questionam afastamento de diretores da PF por decisão monocrática

Compartilhar Facebook X WhatsApp Telegram

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), que representa 2,3 mil delegados, criticou nesta terça-feira (8) a decisão liminar que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.

Em nota, a entidade afirmou que o afastamento do diretor-geral, autoridade máxima de uma instituição permanente prevista na Constituição Federal, só poderia ser determinado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), e não individualmente por um de seus ministros, ainda que a decisão esteja sujeita à confirmação de um colegiado interno da Corte.

Segundo a associação, a análise pelo plenário seria necessária porque documentos de investigações em andamento no próprio STF fazem referência a ministros que integram o tribunal. Para a ADPF, essa medida preservaria a autoridade da Corte, garantiria o devido processo legal e evitaria atos que pudessem ser anulados, com consequências para as investigações e para a própria instituição.

A entidade classificou o momento como de “crise institucional grave” e afirmou que, em poucos dias, a Polícia Federal e sua direção passaram a ser alvo de procedimentos que afetam a estabilidade interna. A associação defendeu serenidade, respeito aos ritos processuais e confiança de que os fatos serão esclarecidos pelas vias constitucionais, sem antecipação de julgamentos ou exposição pública de agentes que exercem suas funções conforme a lei.

A ADPF também declarou que a decisão do ministro André Mendonça teria atropelado etapas processuais. De acordo com a entidade, não havia inquérito, ação penal ou processo administrativo disciplinar instaurado contra os dois diretores afastados. Na avaliação da associação, essa ausência fragiliza a fundamentação jurídica da liminar por antecipar efeitos que a legislação reserva para depois da abertura de procedimentos investigativos.

Na mesma nota, a ADPF defendeu mudanças na forma de escolha e permanência do diretor-geral da Polícia Federal, incluindo a adoção de mandato fixo. A entidade afirmou que a repetição de crises revela um problema estrutural, pois a direção da instituição responsável por investigar as mais altas autoridades da República ainda depende da conjuntura política e das relações de confiança do momento.

A proposta da associação é que o presidente da República escolha o diretor-geral a partir de uma lista tríplice formada por eleição direta entre os delegados da PF. Segundo a ADPF, o modelo manteria a legitimidade democrática da nomeação, daria estabilidade ao dirigente e fortaleceria a responsabilidade da direção perante a instituição e a sociedade.

A entidade também defendeu a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 412/2009, em tramitação no Congresso Nacional. O texto prevê autonomia funcional, administrativa e orçamentária para a Polícia Federal.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta
Miramontes 350×700
Notíciasletter
Receba nossas noticias
Um resumo direto no seu e-mail.
Sign In/Sign Up Pesquisar
Loading

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...