
A desconfiança nas Forças Armadas cresceu entre eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno, de acordo com pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (21).
Comparando dados coletados em dezembro de 2022 e agosto de 2023, o levantamento aponta um crescimento de 13 pontos percentuais entre os eleitores que dizem não confiar nos militares – o índice chega a 20%. Ao mesmo tempo, o percentual de entrevistados desse perfil que dizem “confiar muito” nas Forças Armadas caiu de 61% para 40% no mesmo período.
Já entre os eleitores do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a porcentagem se manteve estável entre dezembro e agosto, oscilando dentro da margem de erro (2,2 pontos percentuais para mais e para menos). A maior parte (43%) diz “confiar pouco” nos militares.
Entre os eleitores que votaram branco ou nulo no 2º turno, ou que não foram votar, também houve uma queda no “confia muito”, de 40% para 31%, enquanto o “confia pouco” cresceu 9 pontos percentuais, chegando a 41%. Um quarto desse perfil diz não confiar nos militares.
Na primeira pesquisa, em dezembro de 2022, Bolsonaro ainda estava no poder. Em janeiro de 2023, Lula assumiu a Presidência; poucos dias depois, apoiadores do ex-presidente invadiram e vandalizaram os prédios dos Três Poderes, em um caso que também envolve investigações sobre a atuação dos militares antes e durante o ataque.
Os eleitores de Bolsonaro somam 37% dos entrevistados na pesquisa Quaest. Os de Lula, 39%. Já os brancos/nulos ou que não foram votar são 21%.
Foram ouvidas 2.029 pessoas, presencialmente, entre os dias 10 e 14 de agosto. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
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