O Programa Novo Desenrola Brasil – Pessoa Jurídica, lançado em maio, já contabiliza R$ 8 bilhões em contratações e cerca de 65 mil operações realizadas. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (28) pelo ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira. O programa visa melhorar a condição financeira das empresas, oferecendo juros mais baixos e prazos mais longos para pagamento.
Durante uma entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, o ministro destacou que a iniciativa é especialmente benéfica para pequenas e médias empresas, que frequentemente enfrentam dificuldades para obter empréstimos. Com o apoio do governo, os bancos podem oferecer condições mais favoráveis, garantindo os empréstimos através do Fundo de Garantia de Operações (FGO).
“As pequenas e médias empresas têm muita dificuldade de ter um empréstimo porque elas não têm patrimônio e não têm como garanti-lo. O governo brasileiro garante o empréstimo para essas empresas”, explicou Pereira.
O programa também permite a liquidação total de dívidas existentes, facilitando a renegociação de operações de crédito contratadas anteriormente. Os empreendedores podem acessar juros baixos, com até dois anos de carência e prazos de pagamento de até oito anos.
Além disso, o ministro ressaltou que as empresas lideradas por mulheres têm condições ainda mais vantajosas, com maior margem de faturamento permitida. Essa medida visa promover a inclusão e o fortalecimento do empreendedorismo feminino no Brasil.
Contrata + Brasil
Outra iniciativa mencionada foi o programa Contrata + Brasil, que conecta pequenos empreendedores a órgãos públicos, aumentando a competitividade e gerando oportunidades. O objetivo é evitar longas licitações que muitas vezes favorecem grandes empresas de fora da região.
“Essa ideia é transformadora por aproximar o Estado brasileiro dos pequenos empreendedores, gerando negócios e renda”, afirmou o ministro.
Inclusão produtiva
O ministro também abordou ações voltadas à inclusão produtiva, essenciais para o desenvolvimento de pequenos negócios. Ele destacou parcerias com instituições de ensino para capacitar empreendedores, especialmente mulheres e negros.
“A inclusão produtiva é central para o setor. Temos focado em formalização, redução de burocracia e aumento de crédito, o que impactará positivamente o segmento”, concluiu Pereira.











