Os ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, determinaram que presidentes de tribunais de justiça de cinco estados brasileiros apresentem informações sobre pagamentos a magistrados em um prazo de 48 horas. A medida foi anunciada nesta segunda-feira, 6 de julho de 2026, e envolve tribunais do Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro e Rondônia.
Os tribunais deverão fornecer detalhes sobre as verbas pagas a cada magistrado, incluindo valores remuneratórios e indenizatórios individualizados. Além disso, será necessário enviar ao STF cópias das folhas de pagamento referentes ao período de abril a julho deste ano.
Contexto da Decisão
A decisão dos ministros surge após uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo, que revelou que pelo menos sete tribunais estaduais teriam burlado uma decisão anterior do STF. Em março, a Corte havia decidido, por unanimidade, limitar os penduricalhos a integrantes do Judiciário e do Ministério Público a 35% do salário dos magistrados do Supremo.
Essa limitação foi estabelecida para conter os altos salários e garantir maior transparência nas remunerações do Judiciário. O teto estabelecido pelo STF é de 46 mil reais, o que significa que os pagamentos adicionais não podem ultrapassar 16 mil reais, levando a um total máximo de 78 mil reais para magistrados com carreira consolidada.
A medida tem grande relevância para a população, uma vez que busca assegurar a responsabilidade fiscal e a equidade na administração pública. A expectativa é que a resposta dos tribunais traga mais clareza sobre a situação das remunerações e ajude a evitar abusos futuros.
Os desdobramentos dessa ação podem impactar a confiança da sociedade nas instituições judiciais. A transparência nas contas públicas é um tema cada vez mais debatido, e a atuação do STF pode ser vista como um passo importante para fortalecer a integridade do sistema judiciário no Brasil.











