O Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) identificou os primeiros grupos de macrófitas a aproximadamente 40 quilômetros da captação da Estação de Tratamento de Água (ETA) Capim Branco, em Uberlândia. A vegetação aquática se deslocou pelo Rio Araguari, vinda do sistema da Usina Hidrelétrica de Nova Ponte.
A identificação ocorreu durante uma visita técnica à Represa de Miranda, realizada nesta terça-feira (15), em parceria com o Consórcio Capim Branco Energia e a Engie. As plantas também estão a cerca de 25 quilômetros da barragem da UHE Miranda.
Segundo o Dmae, a localização permite que as equipes acompanhem antecipadamente a movimentação e a evolução do material ao longo do leito do rio, garantindo tempo para ações preventivas.
De acordo com a diretora de Abastecimento de Água do Dmae, Rejane Nunes Cerqueira, o cenário encontrado no lago é positivo. As macrófitas foram localizadas de forma dispersa e já estavam em avançado processo de decomposição.
O estágio das plantas indica, conforme a avaliação do órgão, que a qualidade e a dinâmica da água no local não oferecem os nutrientes necessários para a proliferação da vegetação. Como as macrófitas estão morrendo naturalmente ao longo do trajeto, o Dmae afirma que a situação é estável e não compromete a segurança nem a regularidade do fornecimento de água potável em Uberlândia.
Apesar do diagnóstico favorável, o Dmae mantém medidas preventivas para evitar impactos na estrutura de captação da ETA Capim Branco. Entre as ações estão barreiras físicas instaladas no canal de água bruta para conter o avanço de eventuais blocos de vegetação.
O órgão também emitiu relatórios aos órgãos fiscalizadores solicitando a remoção das plantas nas usinas e aumentou a frequência das coletas e análises laboratoriais da água bruta. O monitoramento presencial no manancial continuará de forma contínua, em conjunto com as concessionárias da região.











