O dólar encerrou o dia 30 de julho de 2026 no menor valor em quase dois meses, cotado a R$ 5,061, refletindo um recuo de 0,93%. A queda da moeda americana foi impulsionada pelo enfraquecimento do dólar no mercado internacional e pela entrada de capital estrangeiro no Brasil.
A bolsa brasileira também teve um desempenho positivo, com o Ibovespa subindo 1,88%, fechando aos 177.158 pontos. O cenário foi favorecido pela redução do prêmio de risco associado às tensões no Oriente Médio e pela expectativa de uma política monetária mais flexível nos Estados Unidos.
Dados de inflação nos EUA
Os dados de inflação divulgados nos Estados Unidos mostraram que o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE) avançou apenas 0,1% em junho, abaixo da expectativa de 0,2%. Essa informação reforçou a percepção de que o Federal Reserve pode não precisar aumentar os juros no curto prazo.
Com a expectativa de juros estáveis nos EUA, o dólar tende a perder força, o que leva investidores a buscarem ativos mais rentáveis, como as moedas de países emergentes, incluindo o real.
A entrada de investidores estrangeiros no mercado brasileiro também contribuiu para a valorização do real, com um aumento na demanda por ações de grandes empresas locais.
Desempenho do petróleo
Os preços internacionais do petróleo fecharam em queda, com o barril do tipo Brent cotado a US$ 86,88, uma redução de 1,37%. O WTI, por sua vez, recuou 1,03%, para US$ 83,59.
A queda nos preços ocorreu após uma alta significativa na sessão anterior, com os investidores monitorando a situação geopolítica entre Estados Unidos e Irã, além das negociações no Estreito de Ormuz.
Os investidores também estão atentos à reunião da Opep+, agendada para o próximo domingo, onde novos níveis de produção poderão ser discutidos.











