O duplo terremoto que atingiu a Venezuela em 24 de junho deixou um saldo devastador de mais de 4 mil mortos e quase 17 mil feridos. O desastre natural, com magnitudes de 7,2 e 7,5, teve seu epicentro no estado de La Guaira, próximo à capital, Caracas, onde a destruição foi generalizada.
O último boletim oficial, divulgado em 10 de julho, aponta que o número de mortos subiu para 4.118, um aumento significativo em relação aos 3.889 registrados anteriormente. A situação é alarmante, com mais de 17 mil pessoas sem abrigo e mais de 800 edificações danificadas, das quais 190 colapsaram completamente.
Impacto na população e esforços de resgate
Em La Guaira, muitos desabrigados se acomodaram em estádios, praças e calçadas, enquanto voluntários oferecem assistência médica e alimentos. A comunidade local se mobiliza para ajudar os afetados, mas os desafios são imensos diante da magnitude da tragédia.
Além do impacto imediato, um tremor de magnitude 3 foi sentido em Caracas na manhã de 10 de julho, gerando pânico entre os moradores. A expectativa de novos tremores tem deixado a população em estado de alerta, aumentando a angústia após os eventos catastróficos de junho.
A presidente interina, Delcy Rodríguez, solicitou a liberação de recursos bloqueados no exterior para auxiliar na recuperação. A ONU também está mobilizando esforços para arrecadar cerca de 300 milhões de dólares para ajudar o país, que enfrenta uma das piores crises sísmicas da América Latina.
A situação na Venezuela é um lembrete da vulnerabilidade de regiões propensas a desastres naturais. O Brasil, que compartilha uma fronteira com a Venezuela, deve acompanhar de perto os desdobramentos, especialmente em relação a possíveis fluxos migratórios de pessoas afetadas em busca de abrigo e assistência.











