
Já flagrado em testes no Brasil, o novo Renault Duster não deve demorar a ganhar novidades no mercado nacional. Enquanto isso, versões internacionais começam a revelar o que esperar — e a configuração indiana é, até agora, a mais completa em detalhes.
Apresentado em janeiro, o Duster indiano teve as versões, equipamentos e preços divulgados, antecipando possíveis caminhos para o SUV no Brasil.
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Fonte: Reprodução
Ao todo, o modelo terá cinco versões, partindo da Authentic, mais simples, até a topo de linha Iconic. Há ainda a série especial Iconic Launch Edition, com visual exclusivo.
O novo Duster terá três opções de motores. O primeiro será o 1.0 TCe turbo, o mesmo do Kardian, mas calibrado para gerar 100 cv de potência e 16,6 kgfm de torque máximo com o câmbio manual.
Logo acima virá o 1.3 TCe, presente no Duster atual à venda no Brasil, mas calibrado para render 163 cv e 28,5 kgfm de torque. Este pode ser combinado a um câmbio manual ou DCT.
| Ficha técnica | Duster 1.0 TCe | Duster 1.3 TCe |
| Potência | 100 cv | 163 cv |
| Torque | 16,6 kgfm | 28,5 kgfm |
| Câmbio | Manual de 6 marchas | Manual de 6 marchas/ DCT |
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Fonte: Renault
Nas dimensões, o Duster indiano muda pouco em relação ao modelo de terceira geração já vendido pela Dacia em outros mercados. Segundo a Renault, são 4.346 mm de comprimento, 1.815 mm de largura, 1.701 mm de altura e distância entre os eixos de 2.657 mm.
A versão Dacia é levemente menor no comprimento (são 4.343 mm) e mais baixa (1.616 mm), possivelmente por diferenças pontuais, como para-choques e pneus, mas igual nas outras dimensões.
| Dimensões | Renault Duster indiano | Dacia Duster europeu |
| Comprimento | 4.346 mm | 4.343 mm |
| Largura | 1.815 mm | 1.815 mm |
| Altura | 1.701 mm | 1.616 mm |
| Entre-eixos | 2.657 mm | 2.657 mm |
Em ambos a suspensão é MacPherson na dianteira e do tipo eixo de torção na traseira, utilizando freios a disco nas quatro rodas nas configurações mais fortes com câmbio DCT.
Foto de: Renault
Foto de: Dacia
Para concorrer principalmente com o Hyundai Creta no mercado local, o Renault Duster indiano mantém as linhas básicas já conhecidas da versão Dacia europeia, mas com detalhes exclusivos como faróis, para-choques e o escrito Duster por extenso na grade, além das lanternas interligadas na traseira.
Ele será posicionado como um modelo mais aventureiro da linha, justificando assim sua existência mesmo com os planos da francesa de se afastar dos carros da romena nos últimos tempos em todo o mundo. As rodas são sempre de 17” – mesmo na versão de entrada, que é de ferro – ou de 18”.
Na traseira, Duster da Renault ganha barra iluminada e adesivo preto entre lanternas
Foto de: Renault
Comparado com o Duster vendido pela Dacia, as principais novidades da versão Renault ficam para a parte interna, com painel totalmente redesenhado e mais próximo do seu irmão maior, o Boreal. É dele, por exemplo, o volante, o sistema de iluminação ambiente das versões mais equipadas e o console central.
Como dito mais acima, o SUV em especificação indiana terá uma ampla gama de versões. Todas elas seguem a nomenclatura que a Renault utiliza em seus carros também por aqui.
Duster Authentic é bem básico
Foto de: Renault
A Authentic, tabelada em 10,29 Lakh (cerca de R$ 58.135) não traz rodas de liga leve, retrovisores ou maçanetas pintadas e nem central multimídia, que é substituída por uma peça plástica em seu lugar. Os faróis são parcialmente em LEDs, com partes halógenas, e também não há rack de teto.
Logo acima, há a Evolution, tabelada em 11,59 Lakh (R$ 65.480) que já é mais próxima do Duster oferecido por aqui hoje. Há rodas de liga leve aro 17 em prata, apoio de braço, câmera de ré e a central multimídia openR link de 10,1 polegadas com espelhamento sem fio. Visualmente, ela acrescenta a barra de LED horizontal na traseira e o rack de teto fixo na cor preta.
Duster Evolution já traz racks de teto e rodas de liga leve
Foto de: Renault
Logo acima, a versão Techno sai por 12,59 Lakh (R$ 71.130) e foca mais em refinamento. O SUV passa a contar com faróis Full LED, teto solar panorâmico elétrico, ar-condicionado automático Dual Zone e porta-malas com abertura elétrica. O interior passa a contar com acabamento em tons de marrom, além da chave presencial em formato de cartão.
Para quem busca mais tecnologia, a Techno+ é tabelada em 13,99 Lakh (R$ 79.040). Ela adiciona rodas de 18 polegadas diamantadas, o painel de instrumentos digital maior, de 10,25 polegadas, e para-brisa acústico.
No quesito segurança, o pacote é reforçado com alerta de ponto cego e sensores de estacionamento dianteiros e laterais, além de ser a primeira versão a oferecer o motor 1.3 turbo de 163 cv com câmbio DCT.
A topo de linha Iconic, que custa 14,99 Lakh (R$ 84.690), traz muitos itens de tecnologia e conforto emprestados do Boreal. Há, por exemplo, bancos dianteiros com ajuste elétrico e ventilação, acabamento interno em couro sintético e sistema de som assinado pela Arkamys Auditorium.
Foto de: Renault
Entre os diferenciais, há ainda o sistema Google built-in nativo e o pacote ADAS completo, com controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma e câmeras 360 graus. Por fim, ao menos nos primeiros lotes, a Renault oferecerá ainda a série especial Iconic Launch Edition por 15,29 Lakh (R$ 86.385).
Ela mantém basicamente a mesma lista de equipamentos do Iconic, aposta no visual aventureiro com rodas pretas de 18”, logotipos e detalhes das barras de teto em amarelo, além de adesivos exclusivos inspirados nas montanhas do Himalaia.
Com a renovação da sua linha de SUVs, com Kardian e Boreal, a chegada do Duster ao nosso mercado faz sentido, principalmente com esta geração apresentada na Índia e suas simplificações na comparação com o Dacia Duster vendido na Europa.
Em entrevista recente ao Motor1.com Brasil, Ariel Montenegro, CEO da Renault-Geely Brasil, afirmou que o Duster continuará no portfólio nacional e que existem planos sobre sua vida no futuro, ainda que não tenha confirmado a nova geração.
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Fonte: Motor1.com
O executivo também reforçou que o nome Duster não será abandonado, embora ainda não haja uma definição pública sobre quando ou como a nova geração será introduzida no mercado brasileiro. Ao mesmo tempo, unidades camufladas já foram flagradas algumas vezes em testes no Brasil e, pela estratégia da marca, não deve demorar para algo ser confirmado sobre.
Mas este não é o SUV prometido para 2027 com produção no Paraná. Este será um produto com plataforma Geely, como o Koleos, e provavelmente posicionado em uma faixa maior, como do Jeep Commander. Fica a expectativa para a chegada do novo Duster, quem sabe, já eletrificado.