O possível retorno do El Niño voltou a ser uma preocupação para o agronegócio brasileiro, conforme avaliação do Rabobank. O fenômeno climático pode impactar a inflação dos alimentos e a produção agrícola em diversas regiões do país nos próximos meses.
O El Niño é conhecido por alterar o regime de chuvas, provocar ondas de calor e aumentar a frequência de eventos climáticos extremos, o que pode afetar diretamente a produtividade das lavouras.
Produção pode sofrer impactos
Culturas como soja, milho, café, trigo, algodão e cana-de-açúcar estão entre as mais vulneráveis. Dependendo da intensidade do fenômeno, algumas regiões poderão enfrentar perdas significativas na produtividade.
Enquanto isso, áreas do Sul podem sofrer com excesso de chuvas, o que contrasta com a possibilidade de estiagem prolongada e temperaturas elevadas no Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste.
Fertilizantes entram no radar
Além dos impactos diretos nas lavouras, há preocupações sobre a pressão nos preços dos fertilizantes. Oscilações internacionais e problemas logísticos podem elevar os custos dos insumos em um momento crítico para a reposição nutricional das culturas.
Inflação dos alimentos pode voltar a acelerar
Com a possibilidade de perdas na produção agrícola, a oferta de alimentos pode diminuir, resultando em preços mais altos para o consumidor e uma nova pressão sobre os índices de inflação. Esse cenário pode influenciar as decisões do Banco Central sobre a política de juros.
Planejamento climático ganha importância
Diante desse cenário, especialistas recomendam que os produtores intensifiquem o monitoramento climático e revisem seus calendários de plantio. Reforçar estratégias de gestão de risco é essencial para mitigar os impactos do fenômeno nas próximas safras.











