A possibilidade de um El Niño forte no segundo semestre de 2026 preocupa os produtores brasileiros e pode impactar a safra 2026/27. Com uma probabilidade de 80% para a ocorrência do fenômeno, segundo dados do Cemaden, as regiões produtoras de grãos devem se preparar para enfrentar desafios climáticos significativos.
O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, pode provocar irregularidades nas chuvas e ondas de calor intensas. O professor Felipe Schwerz, da Universidade Federal de Lavras, destaca que o monitoramento climático é essencial para que os produtores ajustem seu planejamento e minimizem os riscos associados a essas mudanças.
Impactos nas Regiões Produtoras
As projeções indicam que o Centro-Oeste e o Sudeste do Brasil podem enfrentar maior pressão climática, com estiagens no Centro-Norte e parte do Nordeste. Essa irregularidade na distribuição das chuvas pode comprometer a produtividade de culturas como soja, milho e algodão, afetando diretamente o desenvolvimento das plantas e a formação de grãos.
Além disso, as temperaturas elevadas podem causar estresse térmico, prejudicando processos fisiológicos essenciais das culturas. A fotossíntese, o crescimento vegetativo e a formação de frutos são alguns dos processos que podem ser afetados, aumentando os riscos produtivos nas principais áreas agrícolas do país.
Tecnologia e Gestão no Agronegócio
Com o cenário climático desafiador, a gestão técnica e o uso de tecnologias se tornam ainda mais importantes. Especialistas recomendam um planejamento criterioso do plantio, a escolha de cultivares mais resistentes e o monitoramento constante das condições climáticas. O uso de tecnologias de manejo climático e a contratação de seguros agrícolas também são estratégias fundamentais para mitigar os riscos.
O avanço das tecnologias meteorológicas, como inteligência artificial e modelos físico-matemáticos, tem proporcionado previsões mais precisas. Isso permite que os produtores se antecipem a possíveis adversidades e ajustem suas práticas agrícolas de acordo com as condições climáticas esperadas.
Com a expectativa de um El Niño forte, a safra 2026/27 exigirá um preparo ainda maior dos produtores. A combinação de tecnologia, planejamento e monitoramento será crucial para garantir a competitividade da produção agrícola brasileira e minimizar os impactos das mudanças climáticas.











