O Peru está em clima de expectativa com a reviravolta nas eleições presidenciais, onde Keiko Fujimori assumiu a liderança sobre Roberto Sánchez com uma diferença de apenas 561 votos. Essa disputa acirrada reflete a polarização política do país e promete um desfecho emocionante para os 27 milhões de eleitores que participaram do pleito.
Com 9.032.632 votos, Fujimori alcançou 50,002% dos votos válidos, enquanto Sánchez ficou com 49,998%, totalizando 9.032.092 votos. A contagem dos votos do exterior, onde Fujimori teve um desempenho expressivo, foi crucial para essa virada. No exterior, a candidata de direita obteve 63,4% dos votos, um fator determinante na apuração.
Expectativa pelo Resultado Definitivo
Apesar da apuração avançada, o resultado final só deve ser divulgado em julho, uma vez que 1,4 mil atas eleitorais estão sob observação. Essas urnas foram questionadas e passarão por uma recontagem no Jurado Nacional Eleitoral (JNE) do Peru. A maioria dessas atas vem da região de Lima, onde Fujimori tem uma base forte de apoio.
O professor Gustavo Menon, da Universidade de São Paulo, destacou que a disputa evidencia a divisão da sociedade peruana em termos territoriais e sociais. Essa fragmentação política tem gerado desconfiança nas instituições, refletindo um sistema que luta para produzir consensos estáveis.
O Contexto da Disputa
A eleição de 2026 é marcada por um cenário de crise política no Peru, onde o próximo presidente será o nono em uma década conturbada. Desde 2016, o país já viu dois presidentes renunciarem e quatro serem destituídos pelo Parlamento, que é considerado o poder de fato no país.
Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, já enfrentou derrotas em três eleições anteriores e busca agora consolidar seu espaço político. Por outro lado, Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, representa uma proposta de mudança e refundação do Estado peruano, atraindo o voto rural e indígena.
Com um cenário tão dinâmico, a eleição no Peru se torna um tema de interesse não apenas para os peruanos, mas também para brasileiros e outros latino-americanos que acompanham de perto as transformações políticas na região. Acompanhar essa disputa pode ser uma forma de entender as nuances e desafios enfrentados pelos países vizinhos.











