Nesta segunda-feira (27), as gêmeas siamesas Maria Helena e Maria Eva, de 3 meses, chegaram a Goiânia para iniciar o acompanhamento médico que antecede a cirurgia de separação no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad). As bebês, naturais de São Paulo, foram encaminhadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para essa unidade, que é referência em cirurgias pediátricas de alta complexidade.
As gêmeas nasceram unidas pelo abdômen, uma condição congênita rara. De acordo com a Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, os gêmeos siameses resultam da divisão incompleta de um único óvulo fertilizado, o que pode levar à fusão física dos gêmeos ao nascimento, muitas vezes com o compartilhamento de órgãos ou outras estruturas corporais.
O Hecad é conhecido por realizar cirurgias de separação de gêmeos siameses, tendo já realizado três procedimentos desse tipo. O encaminhamento das gêmeas ocorreu por meio do Tratamento Fora do Domicílio (TFD), utilizado quando um paciente precisa de um procedimento que não está disponível em sua cidade ou estado de origem.
A definição da unidade de destino é feita de acordo com os fluxos assistenciais do SUS e a disponibilidade de serviços especializados. No caso de Maria Helena e Maria Eva, a escolha do Hecad se deu pela sua capacidade de realizar cirurgias de alta complexidade.
Os próximos passos do tratamento serão definidos pelas equipes médicas, levando em consideração critérios técnicos e as condições clínicas das bebês. Até o momento, não há previsão para a cirurgia de separação, que será conduzida pelo cirurgião pediátrico Zacharias Calil, conhecido por sua experiência nesse tipo de procedimento.











