A escassez de mão de obra tem levado o agronegócio do Espírito Santo a buscar alternativas para manter a produção, especialmente nas áreas de avicultura e suinocultura. A contratação de trabalhadores estrangeiros tem se tornado uma solução viável, com imigrantes ocupando funções essenciais nas granjas e agroindústrias do estado.
Entre os imigrantes, os venezuelanos são os mais numerosos, seguidos por cubanos, bolivianos e tunisianos. Essa tendência também inclui profissionais de diversas regiões do Brasil, que se deslocam para o Espírito Santo em busca de oportunidades no setor agropecuário.
Trabalhadores estrangeiros no agronegócio capixaba
Dados da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves) e da Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (Ases) revelam que cerca de 300 trabalhadores estrangeiros estão empregados no setor. Este número representa até 1,5% dos aproximadamente 20 mil empregos diretos gerados pela cadeia produtiva no estado.
Em algumas granjas e indústrias, a presença de imigrantes pode chegar a 20% do total de funcionários, evidenciando a importância dessa mão de obra para a manutenção das atividades produtivas. O levantamento abrange cerca de 45% das granjas e indústrias de suínos, frangos e ovos do Espírito Santo.
Além dos estrangeiros, o setor também tem se beneficiado da migração interestadual. Aproximadamente 8% da mão de obra é composta por trabalhadores de outros estados, com a Bahia liderando essa movimentação, seguida por Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Impacto econômico da imigração no setor
A chegada de trabalhadores estrangeiros e de outros estados é crucial para garantir a continuidade das operações em um segmento estratégico para a economia capixaba. A cadeia produtiva não apenas sustenta as granjas e frigoríficos, mas também movimenta setores como transporte, produção de ração e comércio em diversas cidades do interior.
Esse cenário reflete uma mudança significativa no mercado de trabalho rural do Espírito Santo, que antes enfrentava a saída de trabalhadores e agora se vê dependendo, em parte, da imigração para atender à crescente demanda por mão de obra no agronegócio. Essa adaptação pode trazer benefícios tanto para os produtores quanto para os consumidores, garantindo a estabilidade da produção e a oferta de produtos no mercado.











