O desejo de alcançar cargos de liderança tem se tornado um fardo emocional para muitos gestores no Brasil. Uma pesquisa da Conquer In Company revelou que 70% dos líderes consideraram deixar suas funções devido aos impactos negativos na saúde mental.
O estudo, que ouviu 750 profissionais de diversas regiões do país, incluindo líderes e especialistas em Recursos Humanos, destaca a pressão constante e a falta de preparo estrutural como fatores que estão esgotando aqueles que lideram equipes.
Os dados mostram que 90% dos gestores trabalham sob pressão constante, e 44,6% classificam essa pressão como alta ou extrema. O cansaço crônico e o esgotamento afetam 57% dos entrevistados, enquanto 53% relataram dificuldades em se desconectar das obrigações profissionais fora do horário de trabalho.
A pesquisa também aponta que 78% dos líderes assumiram suas posições sem o treinamento adequado, sendo obrigados a aprender na prática. Isso resulta em quase 90% deles conduzindo mudanças organizacionais sem clareza. A baixa prioridade dada ao desenvolvimento de lideranças pelas empresas é um agravante, com 63% dos gestores considerando o investimento nesse aspecto insuficiente.
Esse ambiente de alta pressão já influencia as novas gerações que entram no mercado de trabalho. Dados da consultoria Robert Walters indicam que 72% dos profissionais da Geração Z preferem seguir carreiras como especialistas a assumir cargos de gestão, refletindo o receio de enfrentar a sobrecarga que leva 7 em cada 10 líderes atuais a pensar em desistir de suas funções.











