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Turismo sustentável: contradições na política do carvão no Brasil
Imagem: Reprodução
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Turismo sustentável: contradições na política do carvão no Brasil

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O Brasil, em um movimento inédito, decidiu eliminar todas as propostas de novas usinas termelétricas a carvão mineral. No entanto, ao mesmo tempo, o país ampliou contratos e incentivos para manter em funcionamento as usinas já existentes até, pelo menos, 2040. Essa contradição foi destacada no relatório Boom and Bust 2026, da organização Global Energy Monitor.

O estudo revela que, enquanto a capacidade global de carvão cresceu 3,5% em 2025, a geração efetiva caiu 0,6%. Isso indica um descompasso entre a capacidade de produção e o uso real do mineral. A China e a Índia lideram a expansão de novos projetos, enquanto a América Latina, com a saída do Brasil da lista, não possui novos empreendimentos em desenvolvimento.

Impactos e Desafios

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encerrou o licenciamento de usinas a carvão no Brasil, refletindo uma mudança na política energética. Contudo, a prorrogação de contratos existentes levanta preocupações sobre os impactos ambientais e de saúde pública associados ao carvão mineral.

Especialistas como Gregor Clark, do Global Energy Monitor, argumentam que o futuro energético do Brasil deve se afastar dos combustíveis fósseis. Ele ressalta que o país possui abundantes recursos de energia renovável, que oferecem um caminho mais sustentável e econômico.

Além disso, a prorrogação dos contratos até 2040 pode resultar em custos acumulados superiores a R$ 100 bilhões. Isso levanta questões sobre a viabilidade econômica e ambiental da continuidade do uso do carvão mineral no Brasil.

Transição Energética e Futuro

Estudos indicam que o complexo carbonífero de Candiota pode causar sérios danos à saúde pública, com estimativas de até 1,3 mil mortes até 2040. A situação é preocupante não apenas para o Brasil, mas também para países vizinhos como Argentina, Paraguai e Uruguai.

Enquanto isso, estados como Santa Catarina estão realizando audiências públicas para discutir diretrizes de transição energética. A falta de iniciativas concretas em outros estados, como o Paraná, destaca a necessidade urgente de um plano eficaz para a transição energética no Brasil.

O debate sobre o uso do carvão mineral no Brasil é complexo e envolve questões de segurança energética, saúde pública e sustentabilidade. À medida que o país busca um futuro mais verde, a pressão para abandonar os combustíveis fósseis e investir em energias renováveis se torna cada vez mais evidente.

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