Os Estados Unidos impuseram sanções a cinco empresas cubanas e à nora de Raúl Castro, em um movimento que intensifica a pressão econômica sobre a ilha. As medidas, anunciadas em 23 de junho de 2026, visam o conglomerado Gaesa, que é controlado pelas Forças Armadas de Cuba, e suas instituições financeiras.
Entre as empresas sancionadas estão a Almacenes Universales, a financeira Rafin, o Banco Financiero Internacional, além de duas estatais do setor de mineração: a Geominera e a Empresa Siderúrgica José Martí. Essas entidades desempenham papéis cruciais na economia cubana, e as sanções podem agravar ainda mais a crise econômica que o país enfrenta.
Impactos das Sanções na Economia Cubana
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, destacou que as instituições financeiras sancionadas são responsáveis por movimentar recursos em nome do regime cubano. Ele afirmou que a Gaesa é a principal fonte de financiamento do governo, funcionando como um “músculo financeiro” para o aparato repressivo do país.
A pressão dos EUA sobre Cuba vem aumentando desde o início de 2026, com um bloqueio petrolífero que tem exacerbado a crise energética na ilha. As sanções mais recentes incluem também o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e membros da família Castro, refletindo uma estratégia de contenção do regime comunista.
A reação cubana foi imediata, com o chanceler Bruno Rodríguez criticando as medidas como um “crime” contra a economia da ilha. Ele acusou o governo dos EUA de adotar uma postura desonesta e de tentar sufocar a população cubana por meio de restrições econômicas.
As sanções implicam que as empresas e indivíduos afetados não podem realizar transações econômicas com entidades americanas, além de terem seus ativos bloqueados nos Estados Unidos. Essa situação pode ter repercussões diretas para os cubanos que dependem de remessas e comércio com o exterior.
Com a família de Alejandro Castro Espín, um dos sancionados, residindo na Flórida, a situação se torna ainda mais complexa. As sanções não apenas afetam o governo cubano, mas também têm o potencial de impactar a diáspora cubana nos Estados Unidos, que frequentemente se envolve em atividades econômicas relacionadas à ilha.











