O governo dos Estados Unidos oficializou a classificação do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital como grupos terroristas. A decisão foi anunciada na última sexta-feira, 29 de maio de 2026, pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (OFAC), vinculado ao Departamento do Tesouro norte-americano.
Essas facções brasileiras agora figuram na lista de “Terroristas Globais Especialmente Designados” (SDGT), uma categoria que as equipara a cartéis internacionais de narcotráfico, como o Carrinhoel de Sinaloa. O secretário de Estado, Marco Rubio, destacou a violência e a capacidade de atuação dessas organizações, que, segundo ele, representam uma ameaça não apenas ao Brasil, mas também aos Estados Unidos.
Impactos e Relevância Global
A inclusão do Comando Vermelho e do PCC na lista de sanções dos EUA pode ter desdobramentos significativos. As organizações estarão sujeitas a sanções econômicas que podem dificultar suas operações financeiras e logísticas, afetando diretamente o tráfico de drogas e outras atividades criminosas.
Além disso, a decisão pode intensificar a cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado. O governo brasileiro, sob a liderança do presidente Lula, reconheceu a gravidade da situação, mas criticou a abordagem dos EUA, considerando-a inadequada.
A articulação entre o governo Bolsonaro e a administração Trump, que culminou na decisão recente, gerou polêmica. Lula, ao se referir ao senador Flávio Bolsonaro, chamou-o de “traidor” por buscar apoio externo em questões de segurança nacional.
Essa nova classificação pode também impactar a percepção internacional sobre o Brasil, especialmente em relação à segurança pública e ao combate ao narcotráfico. A pressão internacional pode levar a mudanças nas políticas de segurança interna, refletindo diretamente na vida dos brasileiros.











