O Brasil perdeu uma de suas figuras mais respeitadas no campo do Direito com o falecimento do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Octavio Gallotti, aos 95 anos. O ministro aposentado, que teve uma carreira marcada por importantes contribuições à jurisprudência brasileira, faleceu no dia 26 de julho de 2026.
O velório de Gallotti será realizado no Salão Branco do STF, aberto ao público, no dia 27 de julho, das 10h às 16h. O sepultamento ocorrerá no dia seguinte, no Rio de Janeiro, sua cidade natal, onde ele deixou um legado significativo.
Contribuições e Legado
Gallotti integrou o STF de 1984 a 2000, período crucial para a consolidação da Constituição Federal de 1988. Durante sua presidência na Corte, entre 1993 e 1995, ele foi fundamental para o fortalecimento das instituições democráticas do país.
O atual presidente do STF, ministro Edson Fachin, destacou a importância de Gallotti para a construção da jurisprudência brasileira. Fachin ressaltou que o ex-ministro era um magistrado de notável cultura jurídica e um defensor inabalável da Constituição.
Além de sua atuação no STF, Gallotti também presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 1994 e 1996, onde contribuiu para a organização das eleições no Brasil. Sua carreira é um exemplo de dedicação ao Direito e à justiça.
O Ministério Público Federal também expressou seu pesar, ressaltando que a atuação de Gallotti foi marcada pelo equilíbrio e rigor técnico. Seu legado é considerado inestimável para o Direito brasileiro e para a consolidação do Estado Democrático de Direito.
Com sua morte, o Brasil se despede de um jurista que não apenas moldou a jurisprudência, mas também inspirou gerações de novos profissionais do Direito. O impacto de sua obra e de sua ética profissional permanecerá por muitos anos na memória da sociedade brasileira.











