As exportações brasileiras de soja devem superar 14,3 milhões de toneladas em junho de 2026, consolidando a liderança do Brasil no mercado global de grãos. A projeção da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) indica um crescimento significativo em relação ao mesmo período do ano anterior, refletindo a forte demanda internacional, especialmente da China.
Entre janeiro e junho de 2026, o Brasil já embarcou cerca de 72,89 milhões de toneladas de soja, mantendo-se como o principal fornecedor mundial. A China, que representa 70% das compras, é um dos principais responsáveis por essa demanda, evidenciando a competitividade da soja brasileira no cenário internacional.
Desempenho do farelo de soja e milho
Além da soja, o farelo de soja também apresenta resultados positivos, com exportações previstas de 2,31 milhões de toneladas em junho. Isso eleva o total do primeiro semestre para aproximadamente 12,72 milhões de toneladas, com mercados diversificados, como Indonésia e Tailândia, se destacando entre os principais compradores.
As exportações de milho também estão em ascensão, com uma estimativa de 645,8 mil toneladas para junho. Os principais destinos incluem Egito e Vietnã, reforçando a posição do Brasil como fornecedor estratégico em um mercado global que busca diversificação.
A movimentação nos portos brasileiros é um fator crucial para esse crescimento. Embora Santos continue liderando os embarques, os portos do Arco Norte, como Barcarena e São Luís/Itaqui, estão ampliando sua participação, o que melhora a logística e reduz custos de transporte.
O cenário projetado para junho é promissor para o agronegócio brasileiro. Com uma safra robusta e infraestrutura em expansão, o Brasil se destaca cada vez mais no comércio global de commodities agrícolas, solidificando sua posição como um dos principais exportadores mundiais de grãos.











