As exportações brasileiras de café cresceram 3,6% em maio de 2026, totalizando 3,089 milhões de sacas de 60 quilos. Esse aumento sinaliza a chegada da nova safra e promete impulsionar os embarques no segundo semestre, especialmente com a expectativa de maior oferta de cafés arábica.
Os dados foram divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Apesar do aumento no volume, a receita cambial gerada pelas exportações caiu 16% em relação ao mesmo mês do ano passado, somando US$ 1,05 bilhão.
Expectativas para a nova safra
Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o desempenho observado já reflete a entrada dos cafés canéfora e deve se intensificar com a colheita dos arábicas. Ele destaca que a expectativa é de um aumento significativo na disponibilidade de grãos nos próximos meses.
O setor está otimista, pois as condições climáticas têm sido favoráveis nas principais regiões produtoras. Isso pode resultar em uma colheita robusta, com alta produtividade e qualidade dos grãos, o que deve reforçar a posição do Brasil como maior exportador mundial de café.
Entretanto, a redução acumulada nas exportações em 2026, que apresenta uma queda de 12,4% em relação ao ano anterior, é um ponto de preocupação. Essa diminuição é atribuída à safra menor do ano passado e ao ritmo acelerado das exportações em 2025.
Desafios no mercado internacional
Apesar das perspectivas positivas, o setor enfrenta desafios que podem impactar o crescimento das exportações. As tensões geopolíticas no Oriente Médio têm elevado os custos de transporte marítimo, e problemas estruturais nos portos brasileiros continuam a causar atrasos e aumentar os custos operacionais.
A política comercial dos Estados Unidos também gera insegurança, com mudanças frequentes nas tarifas de importação afetando o ritmo dos negócios. Isso preocupa tanto exportadores quanto compradores, que buscam estabilidade no mercado.
A Alemanha se mantém como o principal destino do café brasileiro, seguida pelos Estados Unidos, que, apesar de uma forte retração nas compras, ainda representam uma parte significativa das exportações. Com a expectativa de uma nova safra robusta, o setor aguarda um aumento nos embarques e uma recuperação nas receitas nos próximos meses.











