As exportações de carne de peru do Paraná tiveram um crescimento expressivo em 2026, com um aumento de 105,6% na receita em comparação ao ano anterior. Entre janeiro e maio, o estado exportou 6 mil toneladas do produto, gerando US$ 29,3 milhões, o que solidifica a posição do Paraná como um dos principais exportadores brasileiros dessa proteína.
Os dados foram divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). Este desempenho não apenas reforça a importância do estado na balança comercial do agronegócio, mas também impacta positivamente a economia local e nacional.
Impulso do mercado mexicano
O crescimento das exportações foi impulsionado principalmente pelo aumento das compras do México, que cresceram 272,1% em relação ao ano anterior. Com isso, o país se tornou o maior destino da carne de peru paranaense, representando 25,5% do faturamento total brasileiro com as exportações do produto no período.
No total, o Brasil exportou 27,8 mil toneladas de carne de peru, resultando em uma receita de US$ 114,9 milhões. O aumento na demanda externa, aliado à valorização do produto in natura, que teve um preço médio de US$ 4,1 mil por tonelada, contribuiu para esse cenário positivo.
Além do crescimento nas exportações de carne de peru, o boletim do Deral também traz informações sobre outros setores do agronegócio. O mercado da carne bovina, por exemplo, pode beneficiar o consumidor brasileiro, já que a cota de exportação para a China está próxima de ser atingida, o que pode aumentar a oferta interna e reduzir os preços.
O relatório também destaca a safra de café, que deve ser maior este ano, resultando em preços mais baixos para o consumidor. O Paraná, com uma produção estimada em 710 mil sacas, está contribuindo para a queda nos preços do café no varejo, que já apresentou uma redução significativa em comparação ao ano passado.
Por fim, o mercado de soja também apresenta reflexos positivos para os consumidores, com a redução dos preços do óleo de soja. Essa queda é resultado da acomodação dos preços da soja recebidos pelos produtores, beneficiando diretamente o consumidor final.
O Boletim Conjuntural do Deral reafirma que o agronegócio paranaense continua diversificado e competitivo, com forte participação tanto no abastecimento interno quanto nas exportações, refletindo um cenário promissor para o setor.











