As exportações de frango e ovos do Brasil atingiram recordes históricos em 2026, consolidando o país como um dos principais protagonistas no mercado global de proteína animal. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, entre janeiro e abril, o Brasil exportou 1,94 milhão de toneladas de carne de frango, superando o recorde anterior e demonstrando a força do setor no comércio internacional.
Em abril, os embarques de carne de frango totalizaram 486,5 mil toneladas, o maior volume já registrado para o mês. Esse desempenho é reflexo da demanda externa aquecida e de uma oferta controlada em algumas regiões produtoras, o que ajudou a manter os preços internos da proteína estáveis nas últimas semanas.
Impacto no Mercado Interno e Externo
No mercado doméstico, os preços da carne de frango se mantiveram firmes, sustentados pelo equilíbrio entre oferta e demanda. Contudo, especialistas alertam que, na segunda metade de maio, a valorização pode perder força devido à redução do poder de compra da população, o que pode impactar a demanda no varejo.
Além do frango, o setor de ovos também apresentou uma recuperação significativa em abril, com um aumento de 24% nas exportações em relação a março. O Chile, que enfrenta surtos de gripe aviária, foi o principal responsável por esse crescimento, importando 84% do total embarcado pelo Brasil.
O aumento nas exportações de ovos reforça o papel estratégico do Brasil no abastecimento global, especialmente em momentos de crise sanitária em outros países. Com o status de país livre de gripe aviária, o Brasil se destaca como um fornecedor confiável, capaz de atender à demanda internacional em momentos de escassez.
Esse cenário positivo para o agronegócio brasileiro não apenas fortalece a posição do país no comércio global, mas também traz benefícios diretos para os produtores rurais. A competitividade e a segurança sanitária são fatores que garantem a continuidade do crescimento das exportações e a estabilidade do mercado interno.
Com a manutenção da alta demanda externa e as condições favoráveis de produção, o Brasil se prepara para consolidar ainda mais sua liderança no setor de proteína animal, refletindo em uma economia rural mais robusta e sustentável.











